quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Acordo climático: queremos um futuro sustentável

A mudança para uma economia com baixa dependência de carbono é uma oportunidade de gerar empregos e criar uma sociedade mais saudável, cujo desenvolvimento possa ser mantido por longos períodos. Para isso, precisamos de um novo acordo global de clima que, entre outros pontos, garanta:
• que o aquecimento global fique bem abaixo do limiar de 2°C;
• que os países industrializados se comprometam a reduzir suas emissões em 40% até 2020;
• que os países em desenvolvimento concordem em agir significativamente para que suas emissões fiquem menores em pelo menos 30% do que a tendência atual de crescimento em 2020;
• que os países com florestas tropicais reduzam 75% das emissões por desmatamento até 2020.

A Rede WWF acredita que o acordo de Copenhague deve exigir que todos os governos assumam compromissos com a mudança. Isso dará a milhões de pessoas e outras espécies vivas uma oportunidade de sobrevivência.

Precisamos de você para atingir esses objetivos.
Vote pelo Planeta, deixe a sua mensagem e divulgue para seus amigos e familiares.

Fonte: WWF-Brasil. Informativo Planeta Agora. nº5, Nov. de 2009.

Qual será o novo futuro do planeta?

Daqui a alguns dias começa a conferência que irá marcar as nossas vidas para sempre.
Os líderes mundiais estarão reunidos em Copenhague para discutir e assinar o novo acordo global de clima. As decisões que forem tomadas – ou as que deixarão de ser tomadas – vão determinar o futuro das condições de vida no planeta. Ainda temos tempo de pressionar os governantes para que cheguem a um acordo ambicioso, justo e com força de lei.Participe da campanha Vote pelo Planeta. Com um gesto simples você pode ajudar a mostrar aos chefes de Estado que precisamos de um acordo global de clima capaz de salvar o mundo dos impactos das mudanças climáticas. Dê seu voto, mande sua mensagem e divulgue para seus amigos e familiares. A rede WWF está desenvolvendo esta campanha.

Com seu apoio, podemos fazer ainda mais pelo meio ambiente: seja um afiliado do WWF-Brasil.

Fonte: WWF-Brasil. Informativo Planeta Agora. nº5, Nov. de 2009.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Lei de Cotas do Rio é declarada constitucional

Acesso à universidade
Lei de Cotas do Rio é declarada constitucional

Publicada em 18/11/2009 às 20h54m Dimmi Amora

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ) julgou ontem constitucional a lei estadual que determina cotas nas universidades estaduais para estudantes carentes. No julgamento de uma ação de inconstitucionalidade impetrada pelo deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP), 15 dos 22 desembargadores presentes entenderam que a lei - que reserva 45% das vagas para estudantes negros, índios, oriundos de escolas públicas, deficientes e filhos de agentes de segurança mortos em confronto - não fere nenhum princípio constitucional. O autor da ação prometeu recorrer.

"A lei estadual é a primeira
do Brasil a reservar vagas
para estudantes carentes
(Lúcia Lea Guimarães)"

O julgamento durou pouco mais de três horas. O relator foi o desembargador Sérgio Cavalieri Filho, ex-presidente do Tribunal. Num texto duro, ele rebateu a tese do autor da ação de que as cotas feriam o direito à igualdade previsto pela Constituição. Para ele, é preciso reconhecer que as condições dos estudantes carentes são desiguais e tratá-los desigualmente:
- Se não for assim, o princípio constitucional da igualdade será sempre uma mera fantasia.
Seis desembargadores foram contrários ao relator e o presidente do TJ, Luiz Zveiter, não votou. Os desembargadores que se opuseram ao relator alegaram que a legislação feria dois princípios da Constituição: o que garante a igualdade e aquele segundo o qual o acesso à universidade não é universal e deve ser feito por prova de mérito. Murta Ribeiro, também ex-presidente do Tribunal, afirmou que a lei cria um apartheid ao reverso:
- A Constituição diz que ninguém pode ser discriminado por sua cor ou raça. Não devemos criar um estímulo à divisão racial no Brasil. Sou a favor de políticas afirmativas, mas que não firam a Constituição.
O Ministério Público e a Procuradoria Geral do Estado também defenderam a constitucionalidade da legislação. Na defesa, ambos informaram sobre os benefícios que a lei está trazendo aos estudantes aprovados. A procuradora geral do Estado, Lúcia Lea Guimarães, afirmou que a decisão é importante para todo o país, já que a lei estadual é a primeira do Brasil a reservar vagas para estudantes carentes.
"Não devemos criar um estímulo
à divisão racial no Brasil
(Murta Ribeiro)"

Já Bolsonaro declarou que pretende contestar a decisão do TJ com uma ação no Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, a legislação aprovada pela Alerj em 2008, que reviu a lei de cotas instituída em 2001, está criando uma cisão entre estudantes cotistas e não cotistas dentro das universidades. A informação foi negada pelo reitor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Ricardo Vieiralves, presente à sessão, que convidou Bolsonaro para visitar a universidade.
- Quem diz isso é porque nunca foi lá - afirmou a estudante de direito da UERJ, Amanda Radicchi, 22 anos, que é cotista por ter estudado em escola pública. - Nunca sofremos discriminação nenhuma.

O efeito estufa e o aquecimento global





O aquecimento global é resultadodo lançamento excessivo de gases de efeito estufa, sobretudo o CO2, na atmosfera. As principais fontes desses gases são a queima de combustíveis e o desmatamento. No Brasil, o desmatamento é o principal responsável. Esses gases formam uma espéciede cobertura que não permite a dispersão do calor do sol, como numa estufa de plantas. É isso que permite a vida na Terra, maso excesso de emissões ultrapassa a capacidade de absorção das florestas e oceanos. Assim, o planeta está se tornando cada vez mais quente. Muitas mudanças climáticas já estão sendo sentidas, como o aumento da intensidade de furacões, secas e outros fenômenos. Se o aquecimento ultrapassar os 2º C, inúmeras catástrofes podem acontecer.

Fonte: WWF-Brasil. Informativo Planeta Agora. nº4, Out. de 2009.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Educação e preservação ambiental na Baixada


Por Rafael Bretas
Enquanto a secretaria de Meio Ambiente faz um levantamento para definir os pontos de prioridade para intervenções nos canais da Baixada Campista, técnicos da secretaria estão desenvolvendo atividades de educação ambiental junto à população dos locais mais afetados.
De acordo com o secretário Paulo Feijó, atividades de educação ambiental, como palestras, vídeos e material impresso, serão distribuídos aos moradores das áreas próximas aos canais para que sejam realizadas atividades de limpeza com o auxílio da própria população.
― Nossa prioridade é a preservação de todos os rios, canais e lagoas do município. Vamos realizar trabalhos de reflorestamento da mata ciliar onde for necessário, projetos de limpeza e repovoamento dos rios da região. Este trabalho será realizado em conjunto com outras secretarias, como a Defesa Civil Municipal e a secretaria de Serviços Públicos”, informou Feijó.
Ainda segundo o secretário, a idealização de projetos para a captação de recursos federais, através do Ministério da Integração Nacional, é uma determinação da prefeita Rosinha Garotinho. “Iremos captar, apenas para 2009, cerca de R$ 20 milhões para a limpeza dos canais”, afirmou.

Fonte: http://www.campos.rj.gov.br/noticia.php?id=16392

Brasil terá superoferta de gás, alertam especialistas

Sex, 20 Nov, 10h55




O Brasil está prestes a viver um "tsunami" de gás natural, alertam especialistas, diante da perspectiva de aumento da oferta nos próximos anos, antes ainda da produção maciça que deverá vir dos campos do pré-sal. Até setembro, o País já acumula uma média de 33 milhões de metros cúbicos (m³) por dia excedentes de acordo com dados do Ministério de Minas e Energia. Com os campos do pré-sal, a sobre oferta pode subir para até 80 milhões de m³ por dia.


Já no ano que vem, o excedente deve ser ampliado em pelo menos 10 milhões de m³ por dia, com a entrada em operação da plataforma de Mexilhão, que deixou ontem o estaleiro Mauá, no Rio de Janeiro, rumo à Bacia de Santos. Maior estrutura de aço já construída no País, a plataforma deve chegar ao destino em duas semanas. A entrada em operação está prevista para meados de 2010.


A unidade tem capacidade para produzir 15 milhões de m³ de gás natural por dia, volume que será atingido gradualmente, de acordo com o desenvolvimento do mercado. A última grande reserva de gás a entrar em operação no Brasil, Camarupim, no Espírito Santo, está hoje sem produção por falta de consumidores.


Para o diretor de gás e energia da Shell Cone Sul, Antonio Assumpção, a sobre oferta é fruto do atual modelo do setor elétrico, que não atrai investimentos em gás e energia. Para ele, o problema vai se agravar com o início da produção do pré-sal. "Teremos uma reserva excedente de pelo menos 50 TCFs (trilhões de pés cúbicos de gás natural, o equivalente a 1,8 trilhão de m³) para destinar para a exportação a partir de 2020, quando as áreas do pré-sal começarem a produzir." Segundo ele, somente Tupi e Júpiter já teriam reservatórios suficientes para dobrar o volume total de reservas de gás no País hoje, de 15 TCFs (420 bilhões de m³).


Em contrapartida à oferta crescente, e ao contrário de poucos anos atrás, a demanda está deprimida. Aliado à crise econômica mundial, que reduziu as atividades da indústria, o consumo também foi reduzido porque as usinas térmicas não foram acionadas. O País passa pelo período mais úmido da sua história, com os reservatórios das hidrelétricas quase vertendo água num período em que era para ser seco.


O sistema elétrico nacional tem como base as usinas hídricas, que respondem por mais de 90% da energia gerada. Com isso, as termoelétricas só são ativadas emergencialmente em momentos de seca, onde há equilíbrio entre a falta de energia e o seu custo mais elevado. "Se estamos assim no fim do chamado período seco, agora que entraremos no úmido não há perspectiva de as usinas serem acionadas", admite a diretora de Gás e Energia da estatal, Graça Foster.


Para ela, a demanda ao final de 2010 deverá ser a mesma de janeiro deste ano, na casa dos 40 milhões de m³, volume menor do que todo excedente junto previsto após a entrada em produção de Mexilhão. "Na prática, apesar de estarmos registrando uma retomada do consumo industrial nos últimos meses, vamos perder um ano em ritmo de crescimento da demanda em geral", comentou, frisando que em nenhum momento houve queima de gás excedente. Segundo ela, as queimas que chegaram a bater recorde este ano, na casa dos 13,3 milhões de m³ em junho são "técnicas".




quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Informativo semanal TicTacTicTac nº 06


17 de novembro de 2009 - Faltam 19 dias para a COP-15


I. - Atividades da Campanha TicTacTicTac

Postergar decisões da COP-15 é um ato criminoso, alerta Campanha TicTacTicTac: A campanha TicTacTicTac vêm a publico expressar sua indignação em relação às ultimas declarações de países como os Estados Unidos, México e China de adiar para 2010 as decisões previstas para a Conferencia do Clima (CoP-15) em dezembro em Copenhague, Dinamarca.

Tal postura neste momento é imoral e politicamente inaceitável além de mostrar o total descaso com que as questões climáticas estão sendo tratadas nas esferas responsáveis pelas mudanças que se impõem atualmente.

Há dois anos, numa conferência em Bali, na Indonésia (CoP-13) , foi decidido que a CoP-15 seria o prazo final para definir um pacto climático, com decisões legalmente vinculantes dos compromissos de redução de gases de efeito estufa nos países industrializados. Já os diálogos políticos para uma nova etapa do acordo global foram iniciados na CoP-11 em Montreal, 2005. Isso porque o Protocolo de Quioto determinava que as negociações deveriam começar 7 anos antes do primeiro período de compromisso de redução de gases do efeito estufa. “Tivemos pelo menos 4 anos para conversar. Copenhague é para tomar as decisões de validade jurídica e não de meras declarações políticas”, afirma Rubens Harry Born, do Instituto Vitae Civilis e conselheiro da Campanha TicTacTicTac.

Os atrasos nas negociações implicam, tacitamente, na ampliação do número de vitimas humanas, de eventos extremos e graves impactos sócioeconômicos. Ao adiar a assinatura de acordos legalmente vinculantes, estes países deverão ser responsabilizados por mortes e outras conseqüências desta decisão.

Cabe agora ao governo brasileiro - que poucos dias antes mudou de postura e apresentou objetivos quantificáveis para limitar o crescimento e eventualmente reduzir as emissões brasileiras – elevar o tom de suas cobranças no plano internacional, aliando-se a outros relevantes países que ainda lutam por acordos legalmente vinculantes (medida do sucesso em Copenhague) fazendo valer a credibilidade que ganhou com sua iniciativa.

Mas, para dar consistência a esta credibilidade, é fundamental que presidente Lula e sua equipe ajam também aqui no Brasil, consolidando os compromissos assumidos por meio da necessária legislação e das políticas públicas correspondentes. A situação é séria, e não admite discursos vazios nem jogos de cena.
Veja mais informações e opiniões em: http://www.tictactictac.org.br/.


Queremos a sua assinatura:

A divulgação das metas por parte do governo brasileiro foi uma vitória para a campanha TicTacTicTac. As últimas notícias de que alguns países desejam adiar para 2010 as decisões previstas para a COP-15, minimizando assim a importância de um acordo climático, demonstram o quanto a nossa luta é importante e servem para reforçar que devemos estar cada vez mais unidos na luta por um acordo justo, ambicioso e de força de lei.

Ainda dá tempo de evitar o pior, mas é preciso agir imediatamente! A transição para uma economia de baixo carbono pode trazer grandes benefícios, mas isso depende de como agirmos agora. A cada dia que passa, devemos mostrar ao mundo e ao Brasil que somos uma força única. Por isso, a Campanha TicTacTicTac gostaria de reafirmar sua plataforma mínima e contar com a sua ajuda para alcançarmos juntos 500 mil assinaturas no país. Você é uma peça fundamental.

O abaixo-assinado online estará disponível até o início da COP-15. Para incluir seu nome na plataforma online acesse: http://www.tictactictac.org.br/

terça-feira, 17 de novembro de 2009

REFLEXÕES E ATITUDES

Embora os países do Hemisfério Norte possuam apenas um quinto da população do planeta, eles detêm quatro quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da produção de madeira mundial. Os estilos de vida das nações ricas e a economia mundial devem ser reestruturados para levar em consideração o meio ambiente.

(Sobre desenvolvimento sustentável WWF-Brasil)
Fonte: http://www.canaldodivulgador.com.br

Não desperdice faça o uso inteligente da Água




§ Ameaçados pela poluição e desperdício, os mananciais de água doce, que representam 1% da água do planeta, estão distribuídos desigualmente pela Terra e servem para atender a toda população mundial. Uma pessoa consome por dia, em média, cerca de 250 litros entre: consumo próprio, higiene, alimentação, limpeza da casa, roupas, louça e cuidado com as plantas.

§ Segundo a Organização das Nações Unidas - ONU, 50% da taxa de doenças e morte nos países em desenvolvimento ocorrem por falta de água ou pela sua contaminação. Assim sendo, o rápido crescimento da população mundial e a crescente poluição, causado também pela industrialização, torna a água o recurso natural mais estratégico de qualquer país do mundo.

§ Para cada 1.000 litros de água utilizados, outros 10 mil são poluídos. Diante dessa constatação, cabe lembrar que a água limpa e acessível se constitui em um elemento indispensável para a vida humana e que, para se tê-la no futuro, é preciso protegê-la para evitar o futuro caótico previsto para a humanidade. As crescentes necessidades de água, a limitação dos recursos hídricos, os conflitos entre alguns usos e os prejuízos causados pelo excesso de água exigem um planejamento bem elaborado pelos órgãos governamentais, estaduais e municipais, visando técnicas de melhor aproveitamento dos recursos hídricos. Além das responsabilidades públicas, cada cidadão tem o direito de usufruir da água mas o dever de preservá-la, utilizando-a de maneira consciente, sem desperdícios, assim dando o valor devido à água.

§ Tome banhos mais curtos. Cada minuto a menos no chuveiro pode garantir uma economia de 23 litros de água.

§ Consertar um vazamento, mesmo pequeno, na descarga do banheiro pode economizar 36 litros de água por dia, e um de porte maior pode perder assombrosos 96 mil litros por ano.

§ Sempre que abrir uma torneira e esperar a água ficar quente, guarde a água fria numa jarra ou balde e use-a para regar plantas ou qualquer outra finalidade. Você pode economizar 4 litros de água cada vez que fizer isso.

§ Feche a torneira quando estiver escovando os dentes ou se barbeando. Uma torneira aberta pode desperdiçar até 15 litros por minuto.

§ Instale torneiras com arejadores capazes de reduzir a vazão de água em até 50% , garantindo uma economia de 5.000 litros por ano.

§ Se tiver a opção, use a meia descarga no banheiro, sempre que for apropriado. Você poderá economizar 8 litros por descarga.

§ Só use a máquina de lavar na capacidade total. A redução no número de lavagens pode poupar grande quantidade de água – modelos com abertura superior chegam a usar 240 litros por lavagem.

§ Uma lavadora com porta frontal pode consumir 40% menos energia, um terço da água e metade do sabão.

§ Não use mais sabão que o necessário. O excesso não deixará as roupas mais limpas, o enxágüe será mais difícil e haverá desperdício de energia. Para cada 100 gramas de sabão produzidos, é emitido cerca de1,3 quilo de gases causadores do efeito estufa.

§ Não use a lava-louça com poucas peças. Cada ciclo de lavagem evitado representa uma economia de até 50 litros.

§ Ao lavar a louça manualmente, enxágüe os pratos na pia cheia de água em vez de sob a torneira. Você pode economizar até 15 litros por minuto.

§ Lave frutas e verduras em uma bacia com água ou na pia cheia até a metade em vez de sob a torneira . isso pode reduzir o consumo de água em até 30 litros a cada vez. Reaproveite a água depois para molhar a grama ou as plantas.

§ Ao lavar o carro, use balde e esponja no lugar da mangueira. Se usar apenas seis baldes, a economia chegará a 150 litros por lavagem. Lavagem com mangueira: 220 litros; lavadora automática: 100 litros; lavagem à mão, 6 baldes de água: 54 litros.

§ Para limpar entradas, caminhos e calçadas, use a vassoura em vez da mangueira

§ Reduza gradualmente a freqüência com que costuma regar o jardim. Isso levará as planas a desenvolver raízes mais fortes e profundas.

§ Um sistema de coleta da água da chuva é uma boa medida para substituir o uso de água tratada nas descargas dos vasos sanitários, limpezas em geral e regas.

§ Use produtos de limpeza biodegradáveis, de preferência à base de plantas, sem fosfato, derivado do petróleo, alvejantes ópticos, enzimas, cloro ou soda cáustica. Se decompõe rapidamente e são melhores para os rios.

§ Use as quantidades mínimas recomendadas de detergentes e outros produtos de limpeza.

§ Não derrame tintas, pesticidas, solventes ou medicamentos na pia ou no vaso sanitário.

Fonte: http://www.canaldodivulgador.com.br

Brasil é 75º em índice de corrupção

BERLIM, Alemanha (AFP) - A organização Transparência Internacional divulgou nesta terça-feira seu relatório sobre o nível da corrupção mundial, onde o Brasil aparece na 75ª colocação, com um índice de 3,7.
Nesta classificação, a graduação vai de 0, referente aos países mais corruptos, a 10, as nações que menos apresentam problemas de corrupção.
A Nova Zelândia lidera a lista como o país menos corrupto, com um índice de 9,4.
Afeganistão e Somália fecham a lista como os mais corruptos, nos 179º e 180º. lugares, respectivamente.
Segundo o relatório da TI, enquanto a economia mundial registra uma tentativa de recuperação e algumas nações continuam a combater problemas como conflitos e insegurança, fica claro que nenhuma região do mundo está imune aos perigos da corrupção.

1. Nova Zelândia 9.4
2. Dinamarca 9.3
3. Cingapura 9.2
3. Suécia 9.2
5. Suíça 9.0
6. Finlândia 8.9
6. Holanda 8.9
8. Austrália 8.7
8. Canadá 8.7
8. Islândia 8.7
11. Noryega 8.6
12. Hong Kong 8.2
12. Luxemburgo 8.2
14. Alemanha 8.0
14. Irlanda 8.0
...
75. Brasil 3.7
...
162. Venezuela 1.9
168. Burundi 1.8
168. Haiti 1.8
168. Irã 1.8
176. Iraque 1.5
176. Sudão 1.5
178. Mianmar 1.4
179. Afeganistão 1.3
180. Somália 1.1

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/ti_corrup____o_brasil

sábado, 14 de novembro de 2009

Calendário de avaliações do 2º bimestre

23/11 - Sociologia/Filosofia
24/11 - Matemática
25/11 - Língua Portuguesa
26/11 - Geografia
27/11 - Língua Estrangeira
30/11 - História
01/12 - Biologia
02/12 - Provão dp SAERJ
03/12 - Química
04/12 - Física
07/12 - Literatura

2ª Chamada: será marcada pelo professor de cada disciplina.

OBS.: Devido ao adiamento do Prvão do SAERJ, a 2ª chamada de Geografia será antecipada para o dia 30/11/2009 (segunda-feira).

Período de recuperação: 02/12 a 11/12.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Governo anuncia queda de 45% no desmatamento da Amazônia



Publicada em 12/11/2009 às 18h53mAgência Brasil; O Globo

BRASÍLIA E RIO - O desmatamento na Amazônia este ano foi o mais baixo desde que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) começou a monitorar a região amazônica, em 1988, informou o governo federal nesta quinta-feira.
Entre agosto de 2008 e julho de 2009 foram desmatados 7.008 km2 de floresta, de acordo com os dados do projeto de monitoramento por satélite do Inpe (Prodes). Isso significa uma redução de 45% com relação ao período anterior (agosto de 2007 a julho de 2008), quando o desmatamento atingiu 12.900 km².
Esta também foi a primeira vez em 21 anos que a área derrubada ficou abaixo dos 9 mil km². Ainda assim, a região devastada naqueles 12 meses é maior que a do Distrito Federal. O menor índice registrado até agora era o de 1991, quando os satélites identificaram 11,03 km². O número superou as expectativas do governo - que previa 9 mil km² - e foi divulgado nesta quinta-feira pelo diretor do Inpe, Gilberto Câmara, em solenidade com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, do ministro de Meio Ambiente, Carlos Minc, e de governadores da região.

- É uma queda substancial. De longe a menor [taxa] desde que o Inpe começou a observação - afirmou durante apresentação dos dados.

Em seu discurso, Dilma ressaltou o pacto entre o governo federal, estados e municípios na operação Arco Verde, de combate ao desmatamento. Para Dilma, "os números são impactantes". Ela destacou que os dados divulgados são importantes para serem apresentados pelo Brasil na reunião da cúpula sobre mudanças climáticas em Copenhague.


" O governo vem fazendo seu dever de casa "

Além de prestar contas e comemorar, a ministra disse que agora também é momento de planejar novas ações. O desafio, segundo ela, será manter o ritmo de trabalho para reduzir o desmatamento, e também viabilizar a agenda de trabalho com ações nos 44 municípios que integram a operação Arco Verde.

Pará é o estado que mais desmatou

O Inpe registrou queda em quase todos os estados da Amazônia. Em Mato Grosso e no Pará, tradicionalmente líderes dos rankings de desmatamento mensais, a queda foi de 65% e 35%, respectivamente. Em Rondônia, a queda foi de 55%.
Apesar da redução, o Pará foi o estado que mais desmatou no período, com 3.680 km², seguido por Mato Grosso, com 1.047 km² , e Amazonas, com 980 km² a menos de florestas.
De acordo com o Inpe, a margem de erro da estimativa anual de desmatamento é de 10%, ou seja, pode resultar em uma variação de 700 km² para ou mais ou para menos quando os dados forem consolidados.
A pedido do Ministério da Ciência e Tecnologia, ao qual o Inpe é vinculado, os dados do desmatamento foram apressados para que o país leve essa carta na manga a Copenhague, onde haverá reunião de cúpula para discutir ações contra o aquecimento do planeta. O que foi apresentado nesta quinta é uma estimativa dos dados de 2009. Os números consolidados só ficarão prontos no início do ano que vem. Evento reforça estratégia de aproximar Dilma da pauta ambiental
Embora não seja a primeira vez que Dilma, pré-candidata à Presidência da República, participa de um anúncio sobre dados do desmatamento, o evento reforça a estratégia do governo de aproximá-la da pauta ambiental do país.

A ex-ministra Marina Silva também é pré-candidata à sucessão presidencial. Em 2007, ao lado de Marina, que ainda comandava o Ministério do Meio Ambiente, Dilma participou do anúncio oficial de que a destruição da floresta tinha caído 25,3%, no período entre agosto de 2005 e julho de 2006.



Fonte: http://busca2.globo.com/Busca/oglobo/?query=Governo%20anuncia%20queda%20de%20no%20desmatamento%20da%20Amazônia

'Carbono Neutro’ é lançado pela PF com apoio da prefeitura

Por: Michelle MayrinkFoto: Check

Com a participação dos alunos da Escola Estadual Dom Otaviano de Albuquerque, de Ururaí, o secretário de Meio Ambiente, Paulo Feijó, e o delegado da Polícia Federal, Paulo Cassiano Júnior, plantaram a primeira árvore do projeto "Carbono Neutro", da PF, com o apoio da Prefeitura de Campos, através da secretaria. O lançamento ocorreu nesta quinta-feira (12), às margens do Rio Ururaí, na localidade de Olinda, no trecho de acesso ao Morro do Itaoca.
Foram plantadas 600 mudas de árvores por estudantes, equipe da secretaria de Meio Ambiente e representantes da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e da Usina do Cupim, também parceiros do projeto. O secretário Paulo Feijó lembrou que no local está sendo desenvolvido em parceria com a secretaria um projeto de recuperação da faixa marginal de proteção e recuperação da vegetação ciliar, proporcionando a melhoria na qualidade do ar. "Por isso, escolhemos este local para o plantio das mudas deste projeto", afirmou, explicando que o objetivo é neutralizar a emissão de carbono da frota da PF.
Feijó aproveitou para anunciar que em breve irá efetuar o lançamento do "Prefeitura Carbono Zero - Campos, cidade consciente", visando a redução a zero no balanço da emissão de carbono, através da medição da emissão pelos veículos a serviço da prefeitura, e a consequente confecção de mudas de árvores nativas, nos ambientes naturais, e floríferas e frutíferas, nos ambientes urbanos.
- Com este nosso projeto, também objetivamos a conscientização dos servidores públicos bem como da população usuária dos serviços prestados pela municipalidade sobre a finitude dos recursos ambientais, na necessidade de adoção de comportamentos ambientalmente mais amigáveis, com a contínua redução dos padrões de poluição e adoção de mecanismos de compensação ambiental - finaliza o secretário.
http://www.campos.rj.gov.br/noticia.php?id=21691

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Iceberg antártico é localizado próximo de ilha australiana

Qui, 12 Nov, 04h51

Sydney - Austrália (EFE) - Um grupo de cientistas australianos anunciou hoje o descobrimento de um iceberg de 500 metros de comprimento a cerca de oito quilômetros da ilha de Macquarie, situada entre a Austrália e a Antártida.
O investigador da Divisão Australiana da Antártida Neal Young afirmou que outros iceberg foram levados em direção ao norte pelas correntes oceânicas, mas nunca tinham se aproximado tanto à ilha, onde as águas são mais quentes.
Young indicou que o bloco de gelo, de cerca de 50 metros de altura, faz parte provavelmente de outros icebergs maiores que se desprenderam da crosta antártica entre 2000 e 2002.
O iceberg foi localizado parte setentrional da ilha, localizada a cerca de 1.500 quilômetros ao sul da região australiana da Tasmânia.
Os cientistas opinam que a massa de gelo se romperá e se derreterá rapidamente em sua ascensão em direção ao norte.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/12112009/40/saude-cientistas-localizam-iceberg-antartico-proximo.html

África sonha com 'grande muralha verde' para frear avanço do Saara

LAGBAR, Senegal (AFP) - Uma "grande muralha verde", que se estenderia do Senegal até o Djibuti para frear o avanço do Saara, é o grande sonho da África, que deseja impusionar o projeto - parado há quatro anos - durante a conferência mundial do clima em dezembro, em Copenhague.
"A África não irá com as mãos vazias para a cúpula de Copenhague. O projeto da 'Grande Muralha Verde' será apresentado pelo presidente Abdulaye Wade", informou o ministro senegalês de Meio Ambiente, Djibo Ka.
O projeto, no entanto, enfrenta seu maior obstáculo que é o financiamento.
A ideia de criar uma barreira de vegetação e bacias de retenção para acumular a água da chuva de 7.000 km de extensão e 15 km de largura foi lançada pelo ex-presidente nigeriano Olusegun Obasanjo em 2005 e posteriormente retomada por seu colega senegalês.
Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), as florestas da zona saariana desaparecem num ritmo precupante de dois milhões de hectares por ano.
O aquecimento do planeta só acentuará o fenômeno, levando, além disso, a importantes migrações de populações em países já pobres e instáveis.
Dos 11 países associados ao ambicioso projeto, o Senegal é o mais ativo, apesar de suas realizações serem modestas, pois apenas 10 km de "muralha verde" foram plantadas nos últimos dois anos, como reconheceu o ministro do Meio Ambiente.
"Plantamos espécies locais, como acácias, que se adaptam bem e produzem goma arábica, que é fonte de recursos para os habitantes da zona", enfatizou o coronel Matar Cissé, diretor da Agência Nacional da Grande Muralha Verde.
"O principal desafio é proteger as plantações para o gado; fazem falta barreiras, e também dispositivos corta-fogo na previsão de incêndios", acrescentou.
No entanto, esse projeto idêntico ao da "grande muralha verde" chinesa, não conta com uma acolhida unânime, nem mesmo no Senegal.
"Não creio neste projeto. Não há vontade política porque se está desmatando por todas as partes. Não existe a preocupação com um reflorestamento", assegurou o ecologista Haidar El Hali, membro da principal associaçao de proteção do meio ambiente do Senegal, a Oceanium.
Sem fazer grandes alardes na mídia, a Oceanium realizou nos últimos três meses uma inédita plantação de mangues em 5.000 hectares com o apoio financeiro do grupo francês Danone, que, desta forma, quer compensar as emissões de dióxido de carbono (CO2) de uma de suas filiais em solo francês.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/091112/saude/senegal_africa_saara_clima_onu

Grandes cidades asiáticas são muito vulnerávies às mudanças climáticas: WWF

CIDADE DE CINGAPURA, Cingapura (AFP) - Cidades costeiras da Ásia como Daca, Manila e Jacarta são vulneráveis a desastres naturais ainda mais brutais que os que sofrem atualmente se não forem tomadas medidas para frear o aquecimento planetário, advertiu nesta quinta-feira o Fundo Monetário Mundial para a Natureza (WWF).
O consumo energético e as emissões de gases de efeito estufa devem ser reduzidos nas grandes cidades, onde a mudança climática terá um impacto em todas as áreas, da segurança até o fornecimento de água, assinalou a influente organização defensora do meio ambiente.
Segundo um "ranking de vulnerabilidade" da WWF que vai de um a 10, a capital de Bangladesh, Daca, é a pior situada ao obter nove pontos, seguida por Manila e Jacarta, com oito pontos cada.
Calcutá e Phnom Penh (capital do Camboja) obtiveram sete pontos, Ho Chi Minh (ex-Saigon) e Xangai, seis, Bangcoc cinco e Kuala Lumpur, Hong Kong e Cidade de Cingapura, quatro.
O informe da WWF foi divulgado às vésperas da cúpula de líderes do Foro de Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (Apec), que será realizada neste fim de semana em Cingapura, com a presença dos presidentes americano Barack Obama e chinês Hu Jintao, cujos países são os dois maiores emissores mundiais de gases de efeito estufa.
A cúpula da Apec acontece três semanas antes da crucial conferência internacional de Copenhague de luta contra a mudança climática, que será inaugurada em 7 de dezembro na capital dinamarquesa e que buscará um acordo mundial apra suceder o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.
O relatório da WWF afirma que, inclusive, as capitais asiáticas mais desenvolvidas como Xangai, Hong Kong e Cidade de Cingapura enfrentam riscos pelos efeitos do aquecimento planetário, como o crescimento do nível dos oceanos, chuvas excessivas, inundações e ondas de calor.
"A mudança climática já está afetando cidades na Ásia e seu efeito será ainda mais brutal no futuro", afirmou uma da chefes da WWF para a mudança climática, Kim Carstensen.
Em sua declaração final após a cúpula, os líderes da Apec deverão declarar seu firme apoio à conclusão de um acordo mundial para frear a mudança climática na Conferência de Copenhague.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/091112/saude/apec_c__pula_meio_ambiente

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Demanda mundial por energia será 40% maior em 2030

Paris, 10 nov (EFE).- A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou hoje que a demanda mundial por energia aumentará em 40% em 2030 e que, por isso, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em Copenhague em dezembro, será um "momento crucial" para planejar um futuro sustentável.
O diretor da AIE, Nobuo Tanaka, aponta, no relatório anual do organismo apresentado hoje, que os líderes mundiais têm uma "oportunidade histórica de evitar os piores efeitos da mudança climática" e afirma que a "a eficiência energética é a maior contribuição" para a redução da demanda desejada pela AIE.
Segundo o documento, em 2030, o preço do barril de petróleo chegará aos US$ 115, após ter alcançado os US$ 100 em 2020, de acordo com as previsões.
Já em 2009, a queda da atividade econômica resultará em uma estabilização do preço do petróleo em torno dos US$ 60 por barril, frente ao preço médio de US$ 97 do ano passado, segundo a AIE.
De acordo com as estimativas da agência, o ritmo de crescimento da demanda mundial por petróleo será de 1%, o que significa passar de 85 milhões de barris diários (mbd) consumidos em 2008 para uma demanda de 105 mbd em 2030.
A agência também prevê que os combustíveis fósseis constituirão três quartos da futura demanda energética e que 90% dela virá de países não membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Dentro dos países em vias de desenvolvimento, China e Índia seguirão liderando o aumento das necessidades energéticas, com uma demanda futura que alcançará os 50%.
A China, em particular, superará os Estados Unidos, maior consumidor do mundo, e se transformará no país com maior demanda por petróleo e gás importado em 2025, segundo as previsões da AIE.
A chamada "pobreza energética" é outro desafio refletido no relatório, que aponta a existência de cerca de 1,5 bilhão de pessoas sem eletricidade, número que pode cair para 1,3 bilhão em 2030.
O estudo diz que um "acesso universal poderia ser conseguido com um investimento de 35 bilhões de euros anuais".
A AIE assegura que "conter a mudança climática é possível", mas que requereria "uma profunda transformação no setor" energético.
Para isso, seria necessário "um agressivo plano de ação para limitar a concentração de gases de efeito estufa no longo prazo", que permita manter o aumento da temperatura em 2 graus Celsius e não nos 6 graus previstos se o consumo da energia for mantido no nível atual, aponta a AIE.
Os planos solicitados pela agência passam por manter o volume de carbono na atmosfera em 450 partículas por milhão, o que a AIE chama de "cenário 450".
Este cenário requer que o pico energético global seja alcançado em 2020, que dará início em seguida a uma queda no consumo, que se situará em 26,4 gigatons em 2030, abaixo dos 28,8 gigatons registrados em 2007.
A AIE ressalta o importante papel desempenhado pelas tecnologias "baixas em carbono" e espera que para 2030, 37% da eletricidade mundial provenha de energias renováveis; que 18% corresponda à produção nuclear; e que o carbono represente apenas 5%.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/10112009/40/economia-aie-alerta-demanda-mundial-energia.html

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

RESPOSTA AO GREENPEACE

Lula diz que Brasil não pode assumir meta de desmatamento zero



ESTOCOLMO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira na Suécia, durante cúpula Brasil-União Europeia, que o Brasil não pode assumir uma meta de desmatamento zero.

- Nem que fosse careca o Brasil pode assumir uma meta de desmatamento zero, porque sempre vai haver alguém que vai cortar alguma coisa (sic). O que o Brasil está fazendo é algo muito revolucionário e muito forte - disse Lula, em resposta a uma reivindicação feita pela ONG Greenpeace, que realizou um protesto em frente ao local da cúpula. ( Ouça o que disse o presidente Lula )

O presidente defendeu os níveis de desmatamento do Brasil, ao afirmar que neste ano o país vai alcançar o menor nível dos últimos 20 anos. O país, segundo Lula, assumiu também um compromisso de, até 2017, reduzir em 70 % o desmate e, até 2020, cortar em 80%. As metas constam do Plano Nacional sobre a Mudança do Clima enviado ao Congresso. Leia também: Início do debate sobre código florestal é adiado de novo.



"Nem que fosse careca o Brasil pode assumir uma meta de desmatamento zero"



- É uma meta que vai precisar do esforço incomensurável da sociedade brasileira - reconheceu.

Ao lado de Lula, o presidente da Comissão Europeia, João Manuel Durão Barroso, defendeu as metas do governo brasileiro.

- Em teoria, pode sempre haver mais ambição, também na Europa podemos sempre ter mais ambição, mas parece-nos que é uma meta ambiciosa - disse Barroso.

Para ele, outros países da área tropical, com grandes zonas de floresta, deveriam fazer esforço comparável ao do Brasil.

- O Brasil adotou um plano muito ambicioso em termos de desmatamento, que pode ser exemplo para outros países do mundo que também têm florestas tropicais - disse Barroso.

Tanto o presidente Lula quanto o presidente da Comissão Europeia se disseram favoráveis a que os países assumam de forma transparente sua participação na redução de emissão de gases causadores do efeito estufa e assumam suas responsabilidades com o meio ambiente. O tema será foco da cúpula do clima a ser realizada em dezembro em Copenhague, Dinamarca.

- Vamos parar de falar de forma genérica e vamos saber como cobrar de cada país - afirmou Lula.

Lula defende o papel dos biocombustíveisSegundo a BBC Brasil, na declaração dessa cúpula, Brasil e União Europeia defendem ainda que o acordo de Copenhague inclua metas de redução de emissões também para os países em desenvolvimento e ressaltam que os países mais ricos devem ajudar a financiar as medidas necessárias para atingir esses objetivos. Lula também voltou a defender o papel dos biocombustíveis no combate à mudança climática.

- Eu, se pudesse, levaria um carro a etanol lá para Copenhague e ficaria medindo quanto ele emite - disse, ele, segundo a BBC.

A declaração da cúpula reafirma o compromisso do Brasil e da União Europeia em "promover o uso de fontes de energia alternativas, incluindo a produção e uso de biocombustíveis sustentáveis".



Nós e você. Já são dois gritando



Publicada em 06/10/2009 às 11h23mClique e participehttp://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/10/06/lula-diz-que-brasil-nao-pode-assumir-meta-de-desmatamento-zero-767930175.asp. Acessado em 05/11/2009

Poluição sonora


Tem coisa pior do que ser acordado no meio da madrugada pelo barulho do trânsito ou por causa da festa de arromba na casa do vizinho? Além de prejudicar o sono, não há dúvidas de que a poluição sonora provoca estresse de quem está exposto a altos decibéis, a qualquer hora do dia. Mas o problema se agrava quando os badalados barzinhos e casas noturnas não recebem o tratamento acústico adequado e desrespeitam a Lei do Silêncio. Além de muito barulho, essa polêmica já rendeu muito assunto para o site do Globo e também em pesquisas de opinão realizadas com os internautas.

Fonte: http://www.doisgritando.com.br/Assunto/23. Acessado em: 11 de nov. de 2009

Plástico que não polui






Globo Repórter 25/05/2007

Se o PET já existisse na época do Descobrimento do Brasil, somente agora as garrafas de Cabral estariam desaparecendo. Esse tipo de plástico, que leva até 500 anos para se decompor, é uma das grandes fontes de poluição ainda sem solução.
"O acúmulo dessas garrafas cria uma camada de impermeabilização nos aterros sanitários. Além de demorar para se degradar, o plástico acaba atrasando a degradação dos outros materiais e reduzindo a vida útil dos aterros", diz a estudante de engenharia ambiental Fernanda Stafford.
Vencer 500 anos em 45 dias parecia impossível quando a pesquisa começou no Laboratório de Engenharia Química da PUC de Porto Alegre. Mas, no meio do caminho, o resultado já é um sucesso. O que se faz é uma reciclagem química. O primeiro passo é picotar as garrafas PET. Depois, os caquinhos são misturados com tipos diferentes de poliéster.
"Os poliésteres já são conhecidos, inclusive são muito usados na medicina como implantes. Então, uma pessoa que tem uma fratura, coloca um pino de poliéster, que é o mesmo que a gente usa para fazer a mistura com o PET. Esse polímero é absorvido pelo corpo", conta a coordenadora do projeto, Sandra Einloft.
No reator, calor de 240ºC para deixar a mistura homogênea. "Depois disso, adicionamos o catalisador, esperamos 20 minutos e colocamos nas fôrmas de silicone", explica a estudante de química industrial Deise Cristina da Silva.
O objetivo é descobrir um novo tipo de plástico, 100% biodegradável. Da PUC de Porto Alegre, o PET transformado viaja até a Universidade da Região de Joinville (Univille), em Santa Catarina, onde passa pelo teste mais importante: a terra, que vai mostrar aos pesquisadores quanto tempo esse novo plástico demora para se decompor na natureza.
Durante o teste, o novo plástico é desenterrado regularmente para saber a quantas anda o processo de decomposição. Numa das experiências, demorou sete meses para se encontrar sinais positivos. Mas uma das amostras deu um belo susto nas meninas: em apenas 45 dias.
"A gente percebe que o estágio de degradação está bem avançado. A gente acredita que, em torno de mais uns 15, 20 dias, provavelmente não haveria mais nada na natureza", revela a estudante de engenharia ambiental Delne da Silva.
O PET puro é um plástico de estrutura química fechada muito resistente. Por isso, os microorganismos não conseguem destruí-lo.
"Quando a gente mistura o PET com os co-polímeros biodegradáveis, fica tudo meio bagunçado. Então, os microrganismos acabam comendo tudo", diz Fernanda.
Parece um sonho. E é mesmo! Pelo menos, para essa turma, que trabalha na pesquisa até nos finais de semana, por puro prazer.
"Se você conseguir diminuir o tempo de degradação de uma garrafa PET de 500 para cinco anos, já é um resultado muito interessante", avalia a engenheira química Ana Paula Pezzin.
Para Fernanda, saber que daqui a alguns anos as coisas podem ser diferentes por causa desse trabalho é motivador. "Existem várias atitudes que a gente pode tomar em casa mesmo para minimizar esses impactos, como fechar a torneira, gastar menos água, separar o lixo. Mas tem também grandes atitudes que a gente pode tomar, e de repente, seguir um grande caminho. É gratificante, muito bom mesmo", ressalta.




MAIS INFORMAÇÕES:- Sandra Mara Einloft – professora da PUC de Porto Alegre (RS)E-mail: einloft@pucrs.br - Ana Paula Pezzin – pesquisadora da Universidade da Região de Joinville (Univille) – Joinville (SC)E-mail: paulapezzin@univille.edu.br

Projeto de mini-usina de reciclagem de óleo de cozinha será implementado pela FMIJ

Por: Liliane Barreto

Óleo de cozinha vai se transformar em saponáceos e biodiesel na sede da FMIJ
Preservar o meio ambiente e gerar renda são os principais objetivos do projeto de uma mini-usina de reciclagem de óleo de cozinha que será implementado pela Fundação Municipal da Infância e da Juventude (FMIJ), no início de 2010. De acordo com o presidente da fundação, Mário Lopes, o projeto já está pronto e terá uma empresa que ficará responsável por instalar o maquinário e recolher a matéria-prima.
Mário Lopes afirma que o óleo será recolhido em escolas e creches, depois de usado, e poderá ser utilizado na fabricação de saponáceos e biodiesel. "É um projeto ecologicamente recomendável e politicamente correto", diz o presidente da fundação, empolgado com o novo projeto que será revertido em geração de renda para os jovens que aderirem a esta nova opção de atividade.
Inicialmente, a mini-usina de reciclagem de óleo de cozinha terá capacidade de processar 300 litros de óleo, por hora. "Através deste projeto, estaremos oferecendo mais uma opção de qualificação para os nossos jovens, que é uma prioridades da prefeita Rosinha Garotinho e, também, oferencendo uma renda extra porque está material irá se transformar em sabão, detergente e, até, em biodiesel".
Atualmente, a fundação possui cerca de 1.600 crianças e jovens entre seis e 18 anos matriculados em aulas de reforço, oficinas e programas. "A missão da fundação é elaborar e executar políticas públicas de atenção à criança e adolescente, especialmente, aquelas que vivem em risco social, oferecendo convívio saudável através de múltiplas atividades nos horários em que não estão na escola, além de assistência psicossocial, alimentação e reforço escolar", finaliza Mário Lopes.

Fonte: http://www.campos.rj.gov.br/noticia.php?id=21607. Atualizado por Natanael Santos em 07/11/2009 - 13:31

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Lixo doméstico: como reduzi-lo e diminuir seu impacto no ambiente



De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil descarta a cada dia 230 000 toneladas de detritos – e mais da metade disso corresponde a lixo doméstico

Revista Veja – 23/09/2009

"Do total produzido nas casas, apenas 2% é destinado à coleta seletiva", afirma a bióloga Elen Aquino, pesquisadora do Centro de Capacitação e Pesquisa em Meio Ambiente (Cepema), da Universidade de São Paulo. O restante vai parar em lixões a céu aberto ou, na melhor das hipóteses, em aterros sanitários cuja capacidade máxima já está próxima do limite. Para piorar o quadro, muitas vezes o cidadão toma o cuidado de separar metais, vidros, plásticos e papéis acreditando que esses materiais serão reciclados, mas as empresas de limpeza contratadas pela prefeitura acabam por misturá-los num mesmo caminhão.
O desempenho das administrações municipais costuma ser um lixo em matéria de lixo, mas não por falta de boas leis. No estado de São Paulo, por exemplo, a legislação obriga todos os condomínios com mais de cinquenta unidades residenciais a ter coleta seletiva de lixo.
Uma nova lei publicada na semana passada determina que shoppings, prédios comerciais e indústrias da cidade de São Paulo separem o lixo reciclável. Só poderão ser levados a aterros o lixo orgânico e materiais que não são reaproveitáveis, como isopor, espelhos e papel higiênico. Em que pesem as consuetudinárias dificuldades brasileiras de fazer valer a legislação, e não só quando o assunto é sujeira, é preciso perseverar na divisão do lixo doméstico e, além disso, tentar diminuir a quantidade diária de dejetos. No mínimo, você manterá a consciência mais limpa.

A seguir, as quatro soluções domésticas que mais ajudam a reduzir o lixo dentro e, consequentemente, fora de casa.

- SEPARAÇÃO E RECICLAGEM DE PAPÉIS, VIDROS, PLÁSTICOS E METAIS


Como fazer: evidentemente, usando recipientes diferentes para cada material. Papéis, em geral, são recicláveis, com exceção daqueles sujos.

Não podem ser reciclados: fraldas descartáveis, absorventes, papel higiênico, guardanapos de papel, papel-toalha e embalagens metalizadas de salgadinhos.

O ideal é que você encontre tempo para verificar se o que separou em casa continuará separado no caminhão de lixo e depois encaminhado, de fato, a uma usina de reciclagem. No mínimo, para não fazer papel de trouxa – que, como todos sabemos, não é reciclável.

Vale a pena para a cidade? E como!
Os materiais recicláveis representam 70% do volume de lixo produzido numa cidade. Por isso, separá-los dos outros detritos resulta em muito mais espaço nos aterros sanitários.

Em quanto reduz a poluição ambiental?
A reciclagem retira do lixo uma série de materiais que levariam um tempo assombroso para se decompor – como plástico (450 anos), latas de alumínio (200 anos) ou vidro (1 milhão de anos). Além disso, ao ser reaproveitado, o lixo reciclável economiza recursos naturais.
"Uma tonelada de papel reciclado poupa 22 árvores, 75% de energia elétrica e polui o ar 74% menos do que a produção da mesma quantidade de papel com matéria-prima virgem", diz a bióloga Elen Aquino.

- COMPOSTAGEM DOMÉSTICA

Como fazer: pode ser montada em um tambor de plástico. O tamanho da composteira de cascas de frutas, folhas e talos depende muito do espaço disponível para abrigá-la. Para uma família formada por um casal e dois filhos, um tambor de 50 litros é suficiente para comportar o lixo produzido em um mês
1. Para começar, é preciso fazer furos na lateral do recipiente, a fim de escoar o líquido que se forma com a decomposição dos restos. Ele pode ser recolhido em vasilhas. Não se preocupe: esse líquido não é tóxico, ao contrário do chorume dos aterros, que resulta da mistura de outros tipos de detrito
2. Com o recipiente da composteira pronto, forre o fundo com pedrinhas e coloque a primeira camada de lixo orgânico. Em seguida, cubra-a com terra de jardim, folhas secas ou serragem. Vá intercalando as camadas de detritos com esse tipo de cobertura
3. A cada dois ou três dias, revolva camadas e coberturas, para garantir a oxigenação do material e acelerar, assim, a decomposição
4. Uma vez que o recipiente esteja cheio, é preciso esperar em torno de dois meses para que o processo de compostagem se complete.
Depois disso, o conteúdo pode ser usado como adubo.

Vale a pena?
Sim, desde que se tenha clara a destinação do composto. Quem não tem no apartamento ou em casa muitos vasos ou áreas ajardinadas que consumam todo esse adubo deve organizar-se para doá-lo a amigos ou aplicá-lo em áreas verdes da vizinhança.

Em quanto (ou como) reduz a poluição ambiental?
Se aliada a um triturador (para os restos de comida), a composteira reduz o lixo doméstico em cerca de 60%.


- TRITURADOR DE LIXO NA PIA

Onde comprar e como instalar: o equipamento é encontrado em lojas de material de construção e custa cerca de 800 reais. Pode ser instalado facilmente por um encanador.
Para receber o aparelho, a cuba deve ter um ralo um pouco maior do que o convencional. Além disso, é necessário um ponto de eletricidade embaixo da pia para ligá-lo. O triturador substitui o sifão normal e é ligado à tubulação doméstica.

O que faz: tritura restos de frutas, legumes, ossos e cascas de ovos, entre outros resíduos orgânicos, com um consumo médio de energia mensal equivalente ao de uma lâmpada de 100 watts ligada durante uma hora. Os detritos são descartados pelo cano em vez de ir para a lata do lixo.

Por que vale a pena: porque facilita o tratamento de parte do lixo orgânico produzido numa casa – desde que, é lógico, ele vá parar numa estação de tratamento de esgoto.

Em quanto reduz a poluição ambiental? Com o triturador, uma família pode reduzir em 40% o volume de lixo orgânico. Isso significa menos detritos nos aterros sanitários – e, consequentemente, menor quantidade de matéria orgânica decomposta na forma de chorume (aquele líquido nojento que polui córregos e rios) e gases do efeito estufa.

- COLETA DE ÓLEO DE COZINHA USADO

Como fazer: guarde o óleo usado em garrafas ou recipientes fechados com tampa e envie-os para reciclagem.
Várias ONGs e empresas se dedicam a essa coleta. Em São Paulo, uma das pioneiras é a ONG Trevo. Por 30 reais, o condomínio pode adquirir um recipiente para recolher o óleo de cozinha usado pelos moradores. A Trevo se encarrega de retirar o material. Quem mora em casa tem de levar o resíduo aos postos de coleta com endereços no site. Na Grande São Paulo e no litoral paulista, outra ONG, a Triângulo, dispõe de 170 postos para a coleta de óleo. No Rio, a SOS Óleo Vegetal oferece o mesmo serviço. A empresa Ambiental serve cidades do Paraná e Santa Catarina.

Funciona? Sim, desde que as empresas de coleta sejam confiáveis e de fato deem uma destinação adequada ao óleo. A Trevo, por exemplo, faz o tratamento e encaminha o material para fábricas de biocombustível. A Triângulo, por sua vez, usa o material na fabricação de sabão.

Em quanto reduz a poluição ambiental? De uma forma impressionante. De acordo com cálculos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, cada litro de óleo de cozinha usado pode contaminar até 20000 litros de água potável.

*Com reportagem de Iracy Paulina e Jacqueline Manfrin Fontes consultadas: as biólogas Assucena Tupiassu, professora da Escola Municipal de Jardinagem do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, e Elen Aquino, pesquisadora do Centro de Capacitação e Pesquisa em Meio Ambiente (Cepema), da Universidade de São Paulo; a ambientalista Ana Maria Domingues Luz, presidente do Instituto Gea; André Vilhena, diretor executivo do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre); e Helio Padula, gerente do departamento de serviços da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp)

Fonte:
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/lixo-domestico-coleta-seletiva-separacao-dicas-501359.shtml

China está fazendo mais pelo clima que EUA

Sexta-feira, 30 de outubro de 2009 - 10h38

SÃO PAULO – Relatório do World Resources Institute afirma que a China está tomando as atitudes necessárias para atingir suas metas de redução de consumo de energia.


Segundo o WRI, com sede em Washington, nos últimos cinco anos, os líderes chineses abraçaram a causa de reduzir a demanda energética do país.

Por exemplo, uma das metas do país é gerar 15% de sua energia de fontes renováveis até 2020. Estima-se que, até lá, ele terá 150 gigawatts de energia eólica instalada – mais de cinco vezes o que os Estados Unidos têm hoje. Além disso, uma em cada dez casas chinesas já possui aquecedor solar, e os níveis crescem 20% ao ano.

Até o final do ano que vem, o governo também pretende reflorestar 20% de áreas desmatadas.

Essas políticas são extremamente importantes no combate aos gases causadores do efeito-estufa, uma vez que três quartos das emissões da China são resultado da queima de combustíveis fósseis para a produção de energia.

Outro objetivo do país é reduzir em 20% até o ano que vem sua intensidade de energia (quantidade usada por dólar de produto doméstico produzido). Um programa que funciona há três anos já fez com que, em 2008, a China a queda fosse de 4.59%, um aumento em relação aos 4,04% de 2007 e 1,79% de 2006.

As usinas de carvão por lá também são mais eficientes do que na terra do Tio Sam. Enquanto a porcentagem de calor transformada em energia nos Estados Unidos está em 33% desde a década de 1960, na China ela já passou dos 35%. Outra medida adotada pelo governo, e que contribui para esses números, é o fechamento de instalações ineficientes: em 2007, foram mil usinas desativadas.

Além de falar abertamente do problema, a China já admite que pode sofrer com os efeitos do aquecimento – tanto que o presidente Hu Jintao listou as mudanças climáticas como uma das áreas em que o país deve atuar como parte de um esforço mundial para o desenvolvimento da paz.

Apesar dos bons resultados no relatório, a WRI adverte que a poluição atmosférica, embora tenha melhorado, ainda está bem pior que os níveis americanos. Atualmente, EUA e China são os dois maiores emissores de gases causadores do efeito estufa do mundo. Em 2007, eles liberaram respectivamente 1,56 e 1,66 bilhões de tonelada métricas de carbono.

Comente:
Paula Rothman, de INFO Online
Fonte:
http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/china-esta-fazendo-mais-pelo-clima-que-eua-30102009-6.shl

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Carro movido a óleo de fritura

Globo Repórter em 25-05-2007


Pastéis, bolinhos, batatinha... Frituras de dar água na boca em novíssima versão. Tudo na vida dá um pouquinho de trabalho. É como o óleo de fritura, que segundo os médicos, é um veneno no nosso organismo e fonte poluidora no meio ambiente, mas quando guardado e bem tratado, é um santo remédio para o planeta.
Para contar essa história direitinho, é preciso apresentar o citricultor Paulo Lenhardt. Desde sempre um devoto do meio ambiente, ele nasceu e se criou na cidade gaúcha de Montenegro. Paulo cresceu como todo garoto, apaixonado por carros, e levou vantagem, porque o pai era mecânico.
Ainda adolescente, montou sua primeira máquina, com restos. E, para rodar, experimentou de tudo um pouco – de gás de cozinha a carvão e querosene. Três décadas depois, Paulo está a um passo de sair do anonimato. E tudo por conta do carro que ele usa para trabalhar.
É um carro praticamente normal, mas tem cheirinho de pastel... "Em função disso, a gente colocou, carinhosamente, o apelido de ‘pasteleira’ na caminhonete. O pessoal já conhece e sabe por onde eu passei, porque fica o cheirinho de pastel no ar", conta Paulo.
O cheirinho no ar não é de uma caminhonete que faz entregas. O aroma sai direto do motor do carro, que é movido a óleo de cozinha – aquele que sobra das frituras e é jogado fora.
"Se for jogado no esgoto, no ralo ou num lugar onde caia chuva, vai ser levado para o rio. E um litro de óleo na água equivale, mais ou menos, a um milhão de litros de água contaminada", alerta Paulo.
O motor faz pelo menos dez quilômetros com um litro de óleo de fritura. E já são 95 mil quilômetros rodados! Portanto, mais de 10 bilhões de litros de água dos rios escaparam da poluição, só com a ajuda da "pasteleira" de Paulo. "É muito legal", comemora.
Demora uns 20 dias na linha de produção para reciclar o que era lixo. Começa com duas semanas de repouso, para decantar os resíduos. Mais uma, misturado com água, para separar o sal. Por fim, uma fervura, para evaporar essa água. E, depois de abastecer, só mais um detalhe: a própria água quente do motor é usada para esquentar o óleo a quase 90ºC. Assim, ele fica mais fininho, mais parecido com o diesel original.
"Na verdade, a gente tem que adaptar o que já está aí. O motor a diesel nasceu a óleo de amendoim. Foi a indústria do petróleo que adaptou ele para o óleo diesel. A gente quer fazer o inverso", diz Paulo.
E sob o comando de Paulo, o motor já queima as gordurinhas de 15 restaurantes da cidade. Com esses fornecedores fixos, Paulo garante combustível para outra caminhonete e mais dois tratores.
"É a minha pequena contribuição para reverter esse processo de demolição do planeta", diz Paulo.
E o filho, o estudante Frederico Lenhardt, já virou discípulo do mestre nesta empreitada. "O cara tem que pegar e fazer, buscar soluções, não ficar só esperando. Todo mundo fala em aquecimento global, mas pouca gente se coça para fazer alguma coisa", conclui.
MAIS INFORMAÇÕES:
Paulo Roberto Lenhardt – agricultor e autor do projeto do carro movido a óleo de cozinha usado.

Seja um amigo do planeta

"Plantem árvores – muitas árvores! Avaliem seus gastos com energia elétrica. Reciclem muito, tudo o que for possível! Sempre que der, deixem o carro em casa. Prefiram um motor biocombustível. Juntem-se aos esforços internacionais para deter o aquecimento global. Aprendam o máximo que puderem sobre a crise do clima. E aí, transformem esse conhecimento em ação. A saúde do nosso planeta, agradece".

Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, em seu documentário "Uma verdade inconveniente", distribuído pela Paramount Pictures.

Biodigestores

Matéria exibida no Globo Repórter de 25/05//2007

São 5 mil novas bocas para alimentar a cada mês. E elas nascem vorazes. Com 60 dias de vida, cada porquinho já comeu mais do que o próprio peso em ração. De acordo com o órgão ambiental gaúcho, um único porco polui mais do que cinco seres humanos. Em Santa Rosa, na fronteira com a Argentina, são mais de 200 mil suínos.
"Se for jogado direto para a natureza, não há condições de ser assimilado", diz o professor de engenharia Eliseu Kotlinski.
Eliminar a sujeira virou questão de honra para o empresário Pedro Carpenedo, mas não foi nada fácil encontrar a solução ideal. Ele construiu sistemas que não funcionaram, contratou especialistas, gastou mais de R$ 200 mil. Por que ele não desistiu?
"Eu sou teimoso", brinca. "As coisas fáceis, todo mundo faz. Precisamos fazer as coisas difíceis".
Foram anos experimentando até chegar à fórmula ideal: os biodigestores. Os dejetos são depositados em bolhas feitas de lona e lá dentro viram alimento para as bactérias.
Os biodigestores têm forma de balão porque estão cheios de gás. É o metano, que, se liberado na atmosfera, prejudica a camada de ozônio. Na propriedade de seu Pedro, ele é conduzido através de uma tubulação e cuidadosamente medido. Só nos últimos cinco meses, mais de 111 mil metros cúbicos de metano viraram energia elétrica. Ele é o combustível para dois geradores, que reduziram em mais de 70% os gastos com eletricidade.
"Na conta da granja, representou uma economia de R$ 8 a R$ 9 mil por mês", revela seu Pedro.
Usado nos motores, o metano polui menos. "Polui 20 vezes menos. Vai poluir? Sim. Nós não temos mais que procurar uma forma que zere a poluição. O ideal é reduzi-la. Essa forma é benéfica", diz o engenheiro agrônomo Luiz Fernando Rocha.
E ainda gera créditos de carbono. O gás que passou pelo reloginho vai virar dinheiro. Seu Pedro assinou o Protocolo de Kioto e vendeu para empresas do Japão tudo o que deixou de lançar na natureza.
"Me sinto cumprindo meu dever. Uma das minhas finalidades de sempre era criar condições melhores para meus empregados ao menos e trazer benefícios para comunidade visando 'money'", conta seu Pedro.
MAIS INFORMAÇÕES:
- Pedro Carpenedo – empresárioE-mail:
territorio@territorio-sr.com.br - Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) – Regional Santa Rosa (RS)Luis Fernando Rocha – engenheiro agrônomoE-mail: rochaambiental@gmail.com.br
- Eliseu Kotlinski – professor da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí) – Santa Rosa (RS)E-mail: eliseuk@unijui.edu.br

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Show de rock movido a energia solar

Florianópolis foi o palco do primeiro show de rock
movido 100% a energia solar realizado no Brasil

A iniciativa da entidade ambientalista Greenpeace, em parceria com o Labsolar (Laboratório de Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina), foi inspirada em experiências semelhantes realizadas com sucesso na Austrália e na Europa.

O show Brasil Solar aconteceu no dia 15 de novembro de 1998, no campus da Universidade Federal de Santa Catarina. O grupo mineiro Jota Quest foi a atração principal. Dazaranha, Stonkas & Congas e Valdir Agostinho, bandas de Florianópolis, fizeram a abertura do evento. A experiência serviu para divulgar o potencial da energia solar para gerar eletricidade para as mais diferentes aplicações.

O objetivo do Brasil Solar é popularizar a energia limpa e renovável que vem do sol. A energia solar é uma das melhores alternativas aos combustíveis fósseis poluentes, que geram alterações no clima do planeta e provocam danos à saúde.

"O show demonstrou as duas principais aplicações da energia solar fotovoltaica", explica Ricardo Rüther, do Labsolar. Junto ao palco, foi montado um sistema autônomo de ~5kW de potência (~50m2 de placas fotovoltaicas), para abastecer de energia elétrica parte da demanda de energia. O sistema conectado à rede elétrica, de 2kW de potência, que o Labsolar vem operando desde 1997, forneceu a energia complementar, possibilitando, assim, um show 100% movido a energia solar!

"A grande novidade do show Brasil Solar é que conseguimos reunir, em um só evento, cultura, inovações tecnológicas e preservação da natureza", diz Délcio Rodrigues, Coordenador de Campanhas do Greenpeace. "Demonstrar que a energia solar é uma alternativa viável e não poluente", completa.

Como funciona...
A energia utilizada no show é proveniente do sol, transformada em energia elétrica pelos painéis fotovoltaicos, construídos com cristais de silício. Essa tecnologia permite captar a luz do sol e transformá-la em energia elétrica. Para cada hora de show, será economizada energia equivalente ao consumo de dez residências, ou 112 kWh.
O sistema autônomo é composto pelas placas fotovoltaicas e um banco de baterias, onde se armazena a energia coletada pelas placas (pois o show não pode parar se uma nuvem passar por sobre o palco ou se o dia for nublado!), sendo completamente independente da rede elétrica convencional.
Já o sistema conectado à rede elétrica funciona de forma distinta: ele usa a rede elétrica como bateria, injetando nela toda a energia elétrica gerada pelas placas solares (o que dispensa o uso das baterias convencionais, já que a rede elétrica pública atua como uma gigantesca bateria), como se o sistema fosse uma mini-usina geradora, em paralelo às grandes usinas hidrelétricas (como Itaipu, por exemplo). Como este sistema já vinha injetando energia na rede desde setembro de 1997, o "crédito" em energia acumulado até o dia em que foi realizado o show era muito superior à energia necessária para a sua realização. É esse crédito que garantiu um show totalmente solar.
Numa residência onde a rede elétrica convencional não chega (uma fazenda, por exemplo), um sistema autônomo, que requer um banco de baterias para se ter energia à noite e nos dias nublados, pode satisfazer todas as necessidades energéticas que a vida moderna impõe.
Em residências urbanas, por outro lado, o sistema conectado à rede elétrica é o mais apropriado, já que ter a rede elétrica convencional ao alcance significa não depender das baterias, que ainda são bastante caras e pesadas. No sistema conectado à rede elétrica, toda a energia que é gerada pelas placas (e não é consumida) é injetada na rede elétrica (o relógio contador anda para trás e o consumidor acumula um crédito). À noite, quando as placas não geram nenhuma energia, aquele crédito acumulado durante o dia é então utilizado. Sem poluição, ruído ou peças móveis, e de forma renovável, a energia solar fotovoltaica já pode suprir todas as nossas necessidades energéticas.

Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil/energia/show-de-rock-movido-a-solar

As vantagens da energia renovável




As vantagens da energia renovável foram bem delimitadas pelo Brasil em sua proposta apresentada na Rio+10.
Na proposta, foi explicado que as novas fontes renováveis de energia - como biomassa, pequenas hidroelétricas, eólica e energia solar, incluindo a fotovoltaica - oferecem inúmeras vantagens:
- Aumentam a diversidade da oferta de energia;
- Asseguram a sustentabilidade da geração de energia a longo prazo;
- Reduzem as emissões atmosféricas de poluentes;
- Criam novas oportunidades de empregos nas regiões rurais, oferecendo oportunidades para fabricação local de tecnologia de energia;
- Fortalecem a garantia de fornecimento porque, diferentemente do setor dependente de combustíveis fósseis, não requerem importação.

Além de solucionar grandes problemas ambientais, como o efeito estufa, as novas renováveis ajudam a combater a pobreza. Como a própria delegação brasileira em Joanesburgo afirmou, as fontes renováveis de energia:
- Podem aumentar o acesso à água potável proveniente de poços. Água limpa e alimentação cozida reduzem a fome (95% dos alimentos precisam ser cozidos antes de serem ingeridos);
- Reduzem o tempo que mulheres e crianças gastam nas atividades básicas de sobrevivência (buscando toras, coletando água, cozinhando). Energia em casa facilita o acesso à educação, aumenta a segurança e permite o uso de mídia e comunicação na escola;
- Diminuem o desmatamento.

Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil/energia/as-vantagens-da-energia-renova

A pergunta do século

Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Precisamos começar JÁ!

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos da vida, inclusive em respeitar o planeta onde vive...

Biodiversidade Ameaçada



O termo biodiversidade - ou diversidade biológica - descreve a riqueza e a variedade do mundo natural. As plantas, os animais e os microrganismos fornecem alimentos, remédios e boa parte da matéria-prima industrial consumida pelo ser humano.


Quais as principais ameaças à biodiversidade?

A poluição, o uso excessivo dos recursos naturais, a expansão da fronteira agrícola em detrimento dos habitats naturais, a expansão urbana e industrial, tudo isso está levando muitas espécies vegetais e animais à extinção.

A cada ano, aproximadamente 17 milhões de hectares de floresta tropical são desmatados. As estimativas sugerem que, se isso continuar, entre 5% e 10% das espécies que habitam as florestas tropicais poderão estar extintas dentro dos próximos 30 anos.
A sociedade moderna - particularmente os países ricos - desperdiça grande quantidade de recursos naturais. A elevada produção e uso de papel, por exemplo, é uma ameaça constante às florestas.
A exploração excessiva de algumas espécies também pode causar a sua completa extinção. Por causa do uso medicinal de chifres de rinocerontes em Sumatra e em Java, por exemplo, o animal foi caçado até o limiar da extinção.
A poluição é outra grave ameaça à biodiversidade do planeta. Na Suécia, a poluição e a acidez das águas impede a sobrevivência de peixes e plantas em quatro mil lagos do país.
A introdução de espécies animais e vegetais em diferentes ecossistemas também pode ser prejudicial, pois acaba colocando em risco a biodiversidade de toda uma área, região ou país.
Um caso bem conhecido é o da importação do sapo cururu pelo governo da Austrália, com objetivo de controlar uma peste nas plantações de cana-de-açúcar no nordeste do país.
O animal revelou-se um predador voraz dos répteis e anfíbios da região, tornando-se um problema a mais para os produtores, e não uma solução.
Quais as principais ameaças à biodiversidade?A poluição, o uso excessivo dos recursos naturais, a expansão da fronteira agrícola em detrimento dos habitats naturais, a expansão urbana e industrial, tudo isso está levando muitas espécies vegetais e animais à extinção.

A cada ano, aproximadamente 17 milhões de hectares de floresta tropical são desmatados. As estimativas sugerem que, se isso continuar, entre 5% e 10% das espécies que habitam as florestas tropicais poderão estar extintas dentro dos próximos 30 anos.
A sociedade moderna - particularmente os países ricos - desperdiça grande quantidade de recursos naturais. A elevada produção e uso de papel, por exemplo, é uma ameaça constante às florestas.A exploração excessiva de algumas espécies também pode causar a sua completa extinção. Por causa do uso medicinal de chifres de rinocerontes em Sumatra e em Java, por exemplo, o animal foi caçado até o limiar da extinção.A poluição é outra grave ameaça à biodiversidade do planeta. Na Suécia, a poluição e a acidez das águas impede a sobrevivência de peixes e plantas em quatro mil lagos do país.
A introdução de espécies animais e vegetais em diferentes ecossistemas também pode ser prejudicial, pois acaba colocando em risco a biodiversidade de toda uma área, região ou país.
Um caso bem conhecido é o da importação do sapo cururu pelo governo da Austrália, com objetivo de controlar uma peste nas plantações de cana-de-açúcar no nordeste do país.
O animal revelou-se um predador voraz dos répteis e anfíbios da região, tornando-se um problema a mais para os produtores, e não uma solução.

Fonte: http://www.wwf.org.br/informacoes/questoes_ambientais/biodiversidade/

Greenpeace pede a Lula que vá para Copenhague

Greenpeace pede a Lula que vá para Copenhague com metas para salvar o clima
13 de Outubro de 2009

Junte-se a nós

Ativistas do Greenpeace entregam passagem, formulário de imigração e mala para que o Presidente volte a Copenhague - mas, desta vez, para lutar pelo clima do planeta na Conferência do Clima da ONU, no final do ano.

Brasilia — Ação realizada em Brasília, ativistas pediram ao presidente que o Brasil assuma responsabilidade no controle do aquecimento global
Ativistas do Greenpeace levaram hoje ao presidente Lula um pedido: que assuma metas concretas contra o aquecimento global e vá para Copenhague, na Dinamarca, em dezembro para garantir um acordo ambicioso, justo e efetivo na Conferência do Clima da ONU. O protesto aconteceu na frente do Centro Cultural Banco do Brasil, onde o presidente discutiu com

diversos ministérios a posição que o país apresentará na conferência.

Os ativistas chegaram ao local usando fantasias que representam os setores envolvidos na questão de clima: uma vaca simbolizava o desmatamento na Amazônia, um homem-placa solar para simbolizar as energias renováveis, uma tartaruga marinha representando os oceanos, além de uma máscara do presidente. Os ativistas encerraram o protesto protocolando uma mala de viagem, uma representação de uma passagem aérea para Copenhague, onde acontecerá a Conferência do Clima, além de um formulário de imigração com o caminho que o Brasil deve seguir na luta contra o aquecimento global.

“O Brasil é o quarto maior emissor de gases do efeito estufa e umas das dez maiores economias do planeta. Está na hora de o país assumir metas condizentes com seu tamanho e sua responsabilidade e que representem os vários setores da economia”, diz João Talocchi, coordenador da campanha de clima do Greenpeace.
O primeiro passo a ser dado pelo presidente é zerar o desmatamento da Amazônia até 2015. A meta apresentada pelo governo federal – redução de 80% do desmatamento até 2020, com relação à média do corte registrado entre 1996 e 2005 – é insuficiente para lidar com o desafio das mudanças climáticas, pois significa que entre 1,5 bilhão e 1,8 bilhão de árvores poderiam ser derrubadas na Amazônia na próxima década.
“Desmatamento zero não significa que nenhuma árvore será cortada, como o presidente Lula sugeriu na semana passada na Suécia. Significa trabalhar de forma sustentável, promovendo a manutenção da floresta e dos serviços ambientais que ela presta”, afirma Talocchi. “O Brasil deve olhar as negociações para evitar as mudanças do clima como uma oportunidade de contribuir com o meio ambiente e ao mesmo tempo gerar empregos, desenvolver tecnologias e lucrar com a preservação da floresta. O país só tem a ganhar, mas parece que o governo não enxerga isso.”
O Greenpeace também defende que, até 2020, pelo menos 25% da eletricidade do país seja gerada a partir de fontes renováveis de energia como vento, sol, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas. O investimento nesta área criaria 300 mil novos empregos diretos no país nesse período, e 600 mil até 2030.
Além disso, o Greenpeace propõe que o governo brasileiro transforme pelo menos 30% do território costeiro-marinho do Brasil em áreas protegidas até 2020. Os oceanos são importantes reguladores climáticos, pois absorvem o CO_2 – principal gás do efeito estufa – da atmosfera. Mantê-los saudáveis é essencial para garantir a continuidade desse serviço ambiental.

Fonte:
http://www.greenpeace.org/brasil/greenpeace-brasil-clima/noticias/greenpeace-pede-a-lula-que-va

Desenvolvimento Sustentável

O que é desenvolvimento sustentável?

A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.


Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.
Saiba mais
Conheça as ações de apoio ao desenvolvimento sustentável do WWF-Brasil
Descubra como ter hábitos mais sustentáveis

Pegada ecológica
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O que é preciso fazer para alcançar o desenvolvimento sustentável?
Para ser alcançado, o desenvolvimento sustentável depende de planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais são finitos.
Esse conceito representou uma nova forma de desenvolvimento econômico, que leva em conta o meio ambiente.
Muitas vezes, desenvolvimento é confundido com crescimento econômico, que depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. Esse tipo de desenvolvimento tende a ser insustentável, pois leva ao esgotamento dos recursos naturais dos quais a humanidade depende. Atividades econômicas podem ser encorajadas em detrimento da base de recursos naturais dos países. Desses recursos depende não só a existência humana e a diversidade biológica, como o próprio crescimento econômico. O desenvolvimento sustentável sugere, de fato, qualidade em vez de quantidade, com a redução do uso de matérias-primas e produtos e o aumento da reutilização e da reciclagem.

Junte-se a nós!
Sua colaboração é fundamental para conservarmos o meio ambiente e garantirmos qualidade de vida para nós e nossas futuras gerações.
Afilie-se!

Os modelos de desenvolvimento dos países industrializados devem ser seguidos?
O desenvolvimento econômico é vital para os países mais pobres, mas o caminho a seguir não
pode ser o mesmo adotado pelos países industrializados. Mesmo porque não seria possível. Caso as sociedades do Hemisfério Sul copiassem os padrões das sociedades do Norte, a quantidade de combustíveis fósseis consumida atualmente aumentaria 10 vezes e a de recursos minerais, 200 vezes. Ao invés de aumentar os níveis de consumo dos países em desenvolvimento, é preciso reduzir os níveis observados nos países industrializados.
Os crescimentos econômico e populacional das últimas décadas têm sido marcados por disparidades. Embora os países do Hemisfério Norte possuam apenas um quinto da população do planeta, eles detêm quatro quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da produção de madeira mundial.

Fonte: http://www.wwf.org.br/informacoes/questoes_ambientais/desenvolvimento_sustentavel/

Israel deixa palestinos sem água

Anistia Internacional: Israel deixa palestinos sem água
Ter, 27 Out, 08h35
JERUSALÉM, Israel (AFP) - A Anistia Internacional acusou nesta terça-feira Israel de privar os palestinos de água, deixando os colonos israelenses na Cisjordânia usarem quantidades "quase ilimitadas".
Israel limita severamente o acesso à água nos territórios palestinos com um controle total dos recursos comuns e políticas discriminatórias, lamentou a organização dos direitos humanos em um relatório.
"Israel não deixa os palestinos terem acesso a uma parte dos recursos comuns em água, que se situam principalmente na Cisjordânia, enquanto as colônias israelenses ilegais recebem quantidades praticamente ilimitadas", escreveu a Anistia.
Os israelenses consomem quatro vezes mais água que os palestinos, segundo o relatório. Esta desigualdade ainda é gritante em algumas regiões da Cisjordânia, onde as colônias usam 20 vezes mais água per capita que os palestinos das localidades vizinhas que sobrevivem com 10 litros por dia.
"Piscinas, gramas bem cuidadas e amplas áreas de produção agrícolas irrigadas nas colônias contrastam com aos vilarejos palestinos vizinhos em que os moradores devem lutar diariamente para garantir suas necessidades de água", continuou o relatório.
Segundo o ministério israelense dos Assuntos Estrangeiros, Israel divide igualmente os recursos em água com os palestinos, que "têm direito a 23,6 milhões de m3 por ano em virtude de um acordo bilateral e que, na prática, se beneficiam de duas vezes mais".
"Israel cumpriu com todas suas obrigações", reagiu o ministério em um comunicado. Os palestinos, em compensação, "violaram abertamente seus compromisos" ao cavar mais de 250 poços sem autorização e por não recorrer às companhias tratamento das águas residuais.
Segundo a Anistia, em contrapartida, os palestinos não são autorizados a cavar novos poços e a restaurar os antigos sem permissão das autoridades israelenses. Além disso, inúmeras estradas da Cisjordânia estão fechadas ou limitadas à circulação, o que obriga os caminhões cisterna a fazer voltas para reabastecer os vilarejos que não são ligados à rede de distribuição de água.
A Anistia avaliou em quase 180.000/200.000 o número de palestinos sem acesso a água corrente na Cisjordânia.
Na Faixa de Gaza, a ofensiva israelense do inverno passado destruiu os reservatórios de água, poços, esgotos e estações de bombeamento, desgastes que se somam ao impacto do bloco israelense e egípcio do território.
O sistema de tratamento de águas usadas foi particularmente atingido porque Israel interditou a importação de equipamentos metálicos que eles usam para fabricar foguetes caseiros.
Na costa de Gaza, o mar e as praias estão poluídos por esgoto.
Concluindo, a Anistia pede a Israel que acabe com suas políticas discriminatórias e suspenda imediatamente todas as restrições impostas aos palestinos para permitir-lhes o acesso igualitário à água.


Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/israel_palestinos