quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Carro movido a óleo de fritura

Globo Repórter em 25-05-2007


Pastéis, bolinhos, batatinha... Frituras de dar água na boca em novíssima versão. Tudo na vida dá um pouquinho de trabalho. É como o óleo de fritura, que segundo os médicos, é um veneno no nosso organismo e fonte poluidora no meio ambiente, mas quando guardado e bem tratado, é um santo remédio para o planeta.
Para contar essa história direitinho, é preciso apresentar o citricultor Paulo Lenhardt. Desde sempre um devoto do meio ambiente, ele nasceu e se criou na cidade gaúcha de Montenegro. Paulo cresceu como todo garoto, apaixonado por carros, e levou vantagem, porque o pai era mecânico.
Ainda adolescente, montou sua primeira máquina, com restos. E, para rodar, experimentou de tudo um pouco – de gás de cozinha a carvão e querosene. Três décadas depois, Paulo está a um passo de sair do anonimato. E tudo por conta do carro que ele usa para trabalhar.
É um carro praticamente normal, mas tem cheirinho de pastel... "Em função disso, a gente colocou, carinhosamente, o apelido de ‘pasteleira’ na caminhonete. O pessoal já conhece e sabe por onde eu passei, porque fica o cheirinho de pastel no ar", conta Paulo.
O cheirinho no ar não é de uma caminhonete que faz entregas. O aroma sai direto do motor do carro, que é movido a óleo de cozinha – aquele que sobra das frituras e é jogado fora.
"Se for jogado no esgoto, no ralo ou num lugar onde caia chuva, vai ser levado para o rio. E um litro de óleo na água equivale, mais ou menos, a um milhão de litros de água contaminada", alerta Paulo.
O motor faz pelo menos dez quilômetros com um litro de óleo de fritura. E já são 95 mil quilômetros rodados! Portanto, mais de 10 bilhões de litros de água dos rios escaparam da poluição, só com a ajuda da "pasteleira" de Paulo. "É muito legal", comemora.
Demora uns 20 dias na linha de produção para reciclar o que era lixo. Começa com duas semanas de repouso, para decantar os resíduos. Mais uma, misturado com água, para separar o sal. Por fim, uma fervura, para evaporar essa água. E, depois de abastecer, só mais um detalhe: a própria água quente do motor é usada para esquentar o óleo a quase 90ºC. Assim, ele fica mais fininho, mais parecido com o diesel original.
"Na verdade, a gente tem que adaptar o que já está aí. O motor a diesel nasceu a óleo de amendoim. Foi a indústria do petróleo que adaptou ele para o óleo diesel. A gente quer fazer o inverso", diz Paulo.
E sob o comando de Paulo, o motor já queima as gordurinhas de 15 restaurantes da cidade. Com esses fornecedores fixos, Paulo garante combustível para outra caminhonete e mais dois tratores.
"É a minha pequena contribuição para reverter esse processo de demolição do planeta", diz Paulo.
E o filho, o estudante Frederico Lenhardt, já virou discípulo do mestre nesta empreitada. "O cara tem que pegar e fazer, buscar soluções, não ficar só esperando. Todo mundo fala em aquecimento global, mas pouca gente se coça para fazer alguma coisa", conclui.
MAIS INFORMAÇÕES:
Paulo Roberto Lenhardt – agricultor e autor do projeto do carro movido a óleo de cozinha usado.

Seja um amigo do planeta

"Plantem árvores – muitas árvores! Avaliem seus gastos com energia elétrica. Reciclem muito, tudo o que for possível! Sempre que der, deixem o carro em casa. Prefiram um motor biocombustível. Juntem-se aos esforços internacionais para deter o aquecimento global. Aprendam o máximo que puderem sobre a crise do clima. E aí, transformem esse conhecimento em ação. A saúde do nosso planeta, agradece".

Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, em seu documentário "Uma verdade inconveniente", distribuído pela Paramount Pictures.

Biodigestores

Matéria exibida no Globo Repórter de 25/05//2007

São 5 mil novas bocas para alimentar a cada mês. E elas nascem vorazes. Com 60 dias de vida, cada porquinho já comeu mais do que o próprio peso em ração. De acordo com o órgão ambiental gaúcho, um único porco polui mais do que cinco seres humanos. Em Santa Rosa, na fronteira com a Argentina, são mais de 200 mil suínos.
"Se for jogado direto para a natureza, não há condições de ser assimilado", diz o professor de engenharia Eliseu Kotlinski.
Eliminar a sujeira virou questão de honra para o empresário Pedro Carpenedo, mas não foi nada fácil encontrar a solução ideal. Ele construiu sistemas que não funcionaram, contratou especialistas, gastou mais de R$ 200 mil. Por que ele não desistiu?
"Eu sou teimoso", brinca. "As coisas fáceis, todo mundo faz. Precisamos fazer as coisas difíceis".
Foram anos experimentando até chegar à fórmula ideal: os biodigestores. Os dejetos são depositados em bolhas feitas de lona e lá dentro viram alimento para as bactérias.
Os biodigestores têm forma de balão porque estão cheios de gás. É o metano, que, se liberado na atmosfera, prejudica a camada de ozônio. Na propriedade de seu Pedro, ele é conduzido através de uma tubulação e cuidadosamente medido. Só nos últimos cinco meses, mais de 111 mil metros cúbicos de metano viraram energia elétrica. Ele é o combustível para dois geradores, que reduziram em mais de 70% os gastos com eletricidade.
"Na conta da granja, representou uma economia de R$ 8 a R$ 9 mil por mês", revela seu Pedro.
Usado nos motores, o metano polui menos. "Polui 20 vezes menos. Vai poluir? Sim. Nós não temos mais que procurar uma forma que zere a poluição. O ideal é reduzi-la. Essa forma é benéfica", diz o engenheiro agrônomo Luiz Fernando Rocha.
E ainda gera créditos de carbono. O gás que passou pelo reloginho vai virar dinheiro. Seu Pedro assinou o Protocolo de Kioto e vendeu para empresas do Japão tudo o que deixou de lançar na natureza.
"Me sinto cumprindo meu dever. Uma das minhas finalidades de sempre era criar condições melhores para meus empregados ao menos e trazer benefícios para comunidade visando 'money'", conta seu Pedro.
MAIS INFORMAÇÕES:
- Pedro Carpenedo – empresárioE-mail:
territorio@territorio-sr.com.br - Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) – Regional Santa Rosa (RS)Luis Fernando Rocha – engenheiro agrônomoE-mail: rochaambiental@gmail.com.br
- Eliseu Kotlinski – professor da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí) – Santa Rosa (RS)E-mail: eliseuk@unijui.edu.br

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Show de rock movido a energia solar

Florianópolis foi o palco do primeiro show de rock
movido 100% a energia solar realizado no Brasil

A iniciativa da entidade ambientalista Greenpeace, em parceria com o Labsolar (Laboratório de Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina), foi inspirada em experiências semelhantes realizadas com sucesso na Austrália e na Europa.

O show Brasil Solar aconteceu no dia 15 de novembro de 1998, no campus da Universidade Federal de Santa Catarina. O grupo mineiro Jota Quest foi a atração principal. Dazaranha, Stonkas & Congas e Valdir Agostinho, bandas de Florianópolis, fizeram a abertura do evento. A experiência serviu para divulgar o potencial da energia solar para gerar eletricidade para as mais diferentes aplicações.

O objetivo do Brasil Solar é popularizar a energia limpa e renovável que vem do sol. A energia solar é uma das melhores alternativas aos combustíveis fósseis poluentes, que geram alterações no clima do planeta e provocam danos à saúde.

"O show demonstrou as duas principais aplicações da energia solar fotovoltaica", explica Ricardo Rüther, do Labsolar. Junto ao palco, foi montado um sistema autônomo de ~5kW de potência (~50m2 de placas fotovoltaicas), para abastecer de energia elétrica parte da demanda de energia. O sistema conectado à rede elétrica, de 2kW de potência, que o Labsolar vem operando desde 1997, forneceu a energia complementar, possibilitando, assim, um show 100% movido a energia solar!

"A grande novidade do show Brasil Solar é que conseguimos reunir, em um só evento, cultura, inovações tecnológicas e preservação da natureza", diz Délcio Rodrigues, Coordenador de Campanhas do Greenpeace. "Demonstrar que a energia solar é uma alternativa viável e não poluente", completa.

Como funciona...
A energia utilizada no show é proveniente do sol, transformada em energia elétrica pelos painéis fotovoltaicos, construídos com cristais de silício. Essa tecnologia permite captar a luz do sol e transformá-la em energia elétrica. Para cada hora de show, será economizada energia equivalente ao consumo de dez residências, ou 112 kWh.
O sistema autônomo é composto pelas placas fotovoltaicas e um banco de baterias, onde se armazena a energia coletada pelas placas (pois o show não pode parar se uma nuvem passar por sobre o palco ou se o dia for nublado!), sendo completamente independente da rede elétrica convencional.
Já o sistema conectado à rede elétrica funciona de forma distinta: ele usa a rede elétrica como bateria, injetando nela toda a energia elétrica gerada pelas placas solares (o que dispensa o uso das baterias convencionais, já que a rede elétrica pública atua como uma gigantesca bateria), como se o sistema fosse uma mini-usina geradora, em paralelo às grandes usinas hidrelétricas (como Itaipu, por exemplo). Como este sistema já vinha injetando energia na rede desde setembro de 1997, o "crédito" em energia acumulado até o dia em que foi realizado o show era muito superior à energia necessária para a sua realização. É esse crédito que garantiu um show totalmente solar.
Numa residência onde a rede elétrica convencional não chega (uma fazenda, por exemplo), um sistema autônomo, que requer um banco de baterias para se ter energia à noite e nos dias nublados, pode satisfazer todas as necessidades energéticas que a vida moderna impõe.
Em residências urbanas, por outro lado, o sistema conectado à rede elétrica é o mais apropriado, já que ter a rede elétrica convencional ao alcance significa não depender das baterias, que ainda são bastante caras e pesadas. No sistema conectado à rede elétrica, toda a energia que é gerada pelas placas (e não é consumida) é injetada na rede elétrica (o relógio contador anda para trás e o consumidor acumula um crédito). À noite, quando as placas não geram nenhuma energia, aquele crédito acumulado durante o dia é então utilizado. Sem poluição, ruído ou peças móveis, e de forma renovável, a energia solar fotovoltaica já pode suprir todas as nossas necessidades energéticas.

Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil/energia/show-de-rock-movido-a-solar

As vantagens da energia renovável




As vantagens da energia renovável foram bem delimitadas pelo Brasil em sua proposta apresentada na Rio+10.
Na proposta, foi explicado que as novas fontes renováveis de energia - como biomassa, pequenas hidroelétricas, eólica e energia solar, incluindo a fotovoltaica - oferecem inúmeras vantagens:
- Aumentam a diversidade da oferta de energia;
- Asseguram a sustentabilidade da geração de energia a longo prazo;
- Reduzem as emissões atmosféricas de poluentes;
- Criam novas oportunidades de empregos nas regiões rurais, oferecendo oportunidades para fabricação local de tecnologia de energia;
- Fortalecem a garantia de fornecimento porque, diferentemente do setor dependente de combustíveis fósseis, não requerem importação.

Além de solucionar grandes problemas ambientais, como o efeito estufa, as novas renováveis ajudam a combater a pobreza. Como a própria delegação brasileira em Joanesburgo afirmou, as fontes renováveis de energia:
- Podem aumentar o acesso à água potável proveniente de poços. Água limpa e alimentação cozida reduzem a fome (95% dos alimentos precisam ser cozidos antes de serem ingeridos);
- Reduzem o tempo que mulheres e crianças gastam nas atividades básicas de sobrevivência (buscando toras, coletando água, cozinhando). Energia em casa facilita o acesso à educação, aumenta a segurança e permite o uso de mídia e comunicação na escola;
- Diminuem o desmatamento.

Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil/energia/as-vantagens-da-energia-renova

A pergunta do século

Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Precisamos começar JÁ!

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos da vida, inclusive em respeitar o planeta onde vive...

Biodiversidade Ameaçada



O termo biodiversidade - ou diversidade biológica - descreve a riqueza e a variedade do mundo natural. As plantas, os animais e os microrganismos fornecem alimentos, remédios e boa parte da matéria-prima industrial consumida pelo ser humano.


Quais as principais ameaças à biodiversidade?

A poluição, o uso excessivo dos recursos naturais, a expansão da fronteira agrícola em detrimento dos habitats naturais, a expansão urbana e industrial, tudo isso está levando muitas espécies vegetais e animais à extinção.

A cada ano, aproximadamente 17 milhões de hectares de floresta tropical são desmatados. As estimativas sugerem que, se isso continuar, entre 5% e 10% das espécies que habitam as florestas tropicais poderão estar extintas dentro dos próximos 30 anos.
A sociedade moderna - particularmente os países ricos - desperdiça grande quantidade de recursos naturais. A elevada produção e uso de papel, por exemplo, é uma ameaça constante às florestas.
A exploração excessiva de algumas espécies também pode causar a sua completa extinção. Por causa do uso medicinal de chifres de rinocerontes em Sumatra e em Java, por exemplo, o animal foi caçado até o limiar da extinção.
A poluição é outra grave ameaça à biodiversidade do planeta. Na Suécia, a poluição e a acidez das águas impede a sobrevivência de peixes e plantas em quatro mil lagos do país.
A introdução de espécies animais e vegetais em diferentes ecossistemas também pode ser prejudicial, pois acaba colocando em risco a biodiversidade de toda uma área, região ou país.
Um caso bem conhecido é o da importação do sapo cururu pelo governo da Austrália, com objetivo de controlar uma peste nas plantações de cana-de-açúcar no nordeste do país.
O animal revelou-se um predador voraz dos répteis e anfíbios da região, tornando-se um problema a mais para os produtores, e não uma solução.
Quais as principais ameaças à biodiversidade?A poluição, o uso excessivo dos recursos naturais, a expansão da fronteira agrícola em detrimento dos habitats naturais, a expansão urbana e industrial, tudo isso está levando muitas espécies vegetais e animais à extinção.

A cada ano, aproximadamente 17 milhões de hectares de floresta tropical são desmatados. As estimativas sugerem que, se isso continuar, entre 5% e 10% das espécies que habitam as florestas tropicais poderão estar extintas dentro dos próximos 30 anos.
A sociedade moderna - particularmente os países ricos - desperdiça grande quantidade de recursos naturais. A elevada produção e uso de papel, por exemplo, é uma ameaça constante às florestas.A exploração excessiva de algumas espécies também pode causar a sua completa extinção. Por causa do uso medicinal de chifres de rinocerontes em Sumatra e em Java, por exemplo, o animal foi caçado até o limiar da extinção.A poluição é outra grave ameaça à biodiversidade do planeta. Na Suécia, a poluição e a acidez das águas impede a sobrevivência de peixes e plantas em quatro mil lagos do país.
A introdução de espécies animais e vegetais em diferentes ecossistemas também pode ser prejudicial, pois acaba colocando em risco a biodiversidade de toda uma área, região ou país.
Um caso bem conhecido é o da importação do sapo cururu pelo governo da Austrália, com objetivo de controlar uma peste nas plantações de cana-de-açúcar no nordeste do país.
O animal revelou-se um predador voraz dos répteis e anfíbios da região, tornando-se um problema a mais para os produtores, e não uma solução.

Fonte: http://www.wwf.org.br/informacoes/questoes_ambientais/biodiversidade/

Greenpeace pede a Lula que vá para Copenhague

Greenpeace pede a Lula que vá para Copenhague com metas para salvar o clima
13 de Outubro de 2009

Junte-se a nós

Ativistas do Greenpeace entregam passagem, formulário de imigração e mala para que o Presidente volte a Copenhague - mas, desta vez, para lutar pelo clima do planeta na Conferência do Clima da ONU, no final do ano.

Brasilia — Ação realizada em Brasília, ativistas pediram ao presidente que o Brasil assuma responsabilidade no controle do aquecimento global
Ativistas do Greenpeace levaram hoje ao presidente Lula um pedido: que assuma metas concretas contra o aquecimento global e vá para Copenhague, na Dinamarca, em dezembro para garantir um acordo ambicioso, justo e efetivo na Conferência do Clima da ONU. O protesto aconteceu na frente do Centro Cultural Banco do Brasil, onde o presidente discutiu com

diversos ministérios a posição que o país apresentará na conferência.

Os ativistas chegaram ao local usando fantasias que representam os setores envolvidos na questão de clima: uma vaca simbolizava o desmatamento na Amazônia, um homem-placa solar para simbolizar as energias renováveis, uma tartaruga marinha representando os oceanos, além de uma máscara do presidente. Os ativistas encerraram o protesto protocolando uma mala de viagem, uma representação de uma passagem aérea para Copenhague, onde acontecerá a Conferência do Clima, além de um formulário de imigração com o caminho que o Brasil deve seguir na luta contra o aquecimento global.

“O Brasil é o quarto maior emissor de gases do efeito estufa e umas das dez maiores economias do planeta. Está na hora de o país assumir metas condizentes com seu tamanho e sua responsabilidade e que representem os vários setores da economia”, diz João Talocchi, coordenador da campanha de clima do Greenpeace.
O primeiro passo a ser dado pelo presidente é zerar o desmatamento da Amazônia até 2015. A meta apresentada pelo governo federal – redução de 80% do desmatamento até 2020, com relação à média do corte registrado entre 1996 e 2005 – é insuficiente para lidar com o desafio das mudanças climáticas, pois significa que entre 1,5 bilhão e 1,8 bilhão de árvores poderiam ser derrubadas na Amazônia na próxima década.
“Desmatamento zero não significa que nenhuma árvore será cortada, como o presidente Lula sugeriu na semana passada na Suécia. Significa trabalhar de forma sustentável, promovendo a manutenção da floresta e dos serviços ambientais que ela presta”, afirma Talocchi. “O Brasil deve olhar as negociações para evitar as mudanças do clima como uma oportunidade de contribuir com o meio ambiente e ao mesmo tempo gerar empregos, desenvolver tecnologias e lucrar com a preservação da floresta. O país só tem a ganhar, mas parece que o governo não enxerga isso.”
O Greenpeace também defende que, até 2020, pelo menos 25% da eletricidade do país seja gerada a partir de fontes renováveis de energia como vento, sol, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas. O investimento nesta área criaria 300 mil novos empregos diretos no país nesse período, e 600 mil até 2030.
Além disso, o Greenpeace propõe que o governo brasileiro transforme pelo menos 30% do território costeiro-marinho do Brasil em áreas protegidas até 2020. Os oceanos são importantes reguladores climáticos, pois absorvem o CO_2 – principal gás do efeito estufa – da atmosfera. Mantê-los saudáveis é essencial para garantir a continuidade desse serviço ambiental.

Fonte:
http://www.greenpeace.org/brasil/greenpeace-brasil-clima/noticias/greenpeace-pede-a-lula-que-va

Desenvolvimento Sustentável

O que é desenvolvimento sustentável?

A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.


Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.
Saiba mais
Conheça as ações de apoio ao desenvolvimento sustentável do WWF-Brasil
Descubra como ter hábitos mais sustentáveis

Pegada ecológica
Descubra qual é o impacto do seu estilo de vida.
Faça o teste!

O que é preciso fazer para alcançar o desenvolvimento sustentável?
Para ser alcançado, o desenvolvimento sustentável depende de planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais são finitos.
Esse conceito representou uma nova forma de desenvolvimento econômico, que leva em conta o meio ambiente.
Muitas vezes, desenvolvimento é confundido com crescimento econômico, que depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. Esse tipo de desenvolvimento tende a ser insustentável, pois leva ao esgotamento dos recursos naturais dos quais a humanidade depende. Atividades econômicas podem ser encorajadas em detrimento da base de recursos naturais dos países. Desses recursos depende não só a existência humana e a diversidade biológica, como o próprio crescimento econômico. O desenvolvimento sustentável sugere, de fato, qualidade em vez de quantidade, com a redução do uso de matérias-primas e produtos e o aumento da reutilização e da reciclagem.

Junte-se a nós!
Sua colaboração é fundamental para conservarmos o meio ambiente e garantirmos qualidade de vida para nós e nossas futuras gerações.
Afilie-se!

Os modelos de desenvolvimento dos países industrializados devem ser seguidos?
O desenvolvimento econômico é vital para os países mais pobres, mas o caminho a seguir não
pode ser o mesmo adotado pelos países industrializados. Mesmo porque não seria possível. Caso as sociedades do Hemisfério Sul copiassem os padrões das sociedades do Norte, a quantidade de combustíveis fósseis consumida atualmente aumentaria 10 vezes e a de recursos minerais, 200 vezes. Ao invés de aumentar os níveis de consumo dos países em desenvolvimento, é preciso reduzir os níveis observados nos países industrializados.
Os crescimentos econômico e populacional das últimas décadas têm sido marcados por disparidades. Embora os países do Hemisfério Norte possuam apenas um quinto da população do planeta, eles detêm quatro quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da produção de madeira mundial.

Fonte: http://www.wwf.org.br/informacoes/questoes_ambientais/desenvolvimento_sustentavel/

Israel deixa palestinos sem água

Anistia Internacional: Israel deixa palestinos sem água
Ter, 27 Out, 08h35
JERUSALÉM, Israel (AFP) - A Anistia Internacional acusou nesta terça-feira Israel de privar os palestinos de água, deixando os colonos israelenses na Cisjordânia usarem quantidades "quase ilimitadas".
Israel limita severamente o acesso à água nos territórios palestinos com um controle total dos recursos comuns e políticas discriminatórias, lamentou a organização dos direitos humanos em um relatório.
"Israel não deixa os palestinos terem acesso a uma parte dos recursos comuns em água, que se situam principalmente na Cisjordânia, enquanto as colônias israelenses ilegais recebem quantidades praticamente ilimitadas", escreveu a Anistia.
Os israelenses consomem quatro vezes mais água que os palestinos, segundo o relatório. Esta desigualdade ainda é gritante em algumas regiões da Cisjordânia, onde as colônias usam 20 vezes mais água per capita que os palestinos das localidades vizinhas que sobrevivem com 10 litros por dia.
"Piscinas, gramas bem cuidadas e amplas áreas de produção agrícolas irrigadas nas colônias contrastam com aos vilarejos palestinos vizinhos em que os moradores devem lutar diariamente para garantir suas necessidades de água", continuou o relatório.
Segundo o ministério israelense dos Assuntos Estrangeiros, Israel divide igualmente os recursos em água com os palestinos, que "têm direito a 23,6 milhões de m3 por ano em virtude de um acordo bilateral e que, na prática, se beneficiam de duas vezes mais".
"Israel cumpriu com todas suas obrigações", reagiu o ministério em um comunicado. Os palestinos, em compensação, "violaram abertamente seus compromisos" ao cavar mais de 250 poços sem autorização e por não recorrer às companhias tratamento das águas residuais.
Segundo a Anistia, em contrapartida, os palestinos não são autorizados a cavar novos poços e a restaurar os antigos sem permissão das autoridades israelenses. Além disso, inúmeras estradas da Cisjordânia estão fechadas ou limitadas à circulação, o que obriga os caminhões cisterna a fazer voltas para reabastecer os vilarejos que não são ligados à rede de distribuição de água.
A Anistia avaliou em quase 180.000/200.000 o número de palestinos sem acesso a água corrente na Cisjordânia.
Na Faixa de Gaza, a ofensiva israelense do inverno passado destruiu os reservatórios de água, poços, esgotos e estações de bombeamento, desgastes que se somam ao impacto do bloco israelense e egípcio do território.
O sistema de tratamento de águas usadas foi particularmente atingido porque Israel interditou a importação de equipamentos metálicos que eles usam para fabricar foguetes caseiros.
Na costa de Gaza, o mar e as praias estão poluídos por esgoto.
Concluindo, a Anistia pede a Israel que acabe com suas políticas discriminatórias e suspenda imediatamente todas as restrições impostas aos palestinos para permitir-lhes o acesso igualitário à água.


Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/israel_palestinos

terça-feira, 27 de outubro de 2009

TicTac

Participe da campanha TicTac TicTac
HORA DE AGIR PELO CLIMA.

Acesse http://www.tictactictac.org.br/
informe-se e assine o abaixo assinado.

Conteúdos do 2º Bimestre

Nossa avaliação será no dia 26 de novembro.

Será baseda nos capítulos 23 e 24, de nosso livro
de referência, que aborda a poluição do ar através
de temas como: inversão térmica, chuva ácida,
ilhas de calor, destruição da camada de ozônio e
efeito estufa. ESTUDEM...

Obs.: A segunda chamada será no dia 02/12/2009 e
será subjetiva.

Trabalho de Recuperação Paralela do 2º Bimestre

Turmas: 3001, 3002 e 3003 (EJA) – 2º Bimestre

Com base no tema “Aquecimento Global” você deverá responder as seguintes questões:
- O que é?
- Está ocorrendo? Onde e por quê?
- Quais as suas consequências? Serão para todos?
- Como evitá-lo ou amenizá-lo?
- Bibliografia utilizada.

Obs.: Não aceitarei trabalhos xerocados.
Trabalho individual (os que apresentarem textos iguais dividirão a nota alcançada).
Utilizar até 3 páginas digitadas ou 4 manuscritas.
Valor: 5 pontos (Recuperação Paralela).
Prazo para entrega: até 19/11/2009 (quinta-feira).
Rosana

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

WW-F BRASIL e GREENPEACE

O meio ambiente, como um todo, precisa de sua ajuda.
Acesse:
http://www.wwf.org.br e/ou
http://www.greenpeace.org/br
Nesses sites você encontrará informações
relevantes e atuais sobre questões
ambientais no Brasil.

ENEM 2009

As provas que vazaram do ENEM estão disponíveis em:
http://public.inep.gov.br/enem/enem2009_prova1.pdf
(provas que seriam aplicadas no primeiro dia),
http://public.inep.gov.br/enem/enem2009_prova2.pdf
(provas que seriam aplicadas no segundo dia).
Já os gabaritos estão disponíveis em:
http://public.inep.gov.br/enem/enem2009_gabaritos.pdf.
Para você que vai fazer a próxima prova ou quer testar seus conhecimentos vale a pena conferir.

Saco é um saco

Participe da campanha "Saco é um saco".
Visite:
http://www.sacoeumsaco.com.br/
O BICHO
Manuel Bandeira


Vi ontem um bicho
Na imundice do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa;
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.


Rio de Janeiro, 27 de Dezembro de 1947.
Turma: 3002 - EJA 2009/2 - Notas de Geografia
Nomes 1ºB 2ºB
1 Alex Dalvi Ruiz 6,4
2 Ana Dayse de Campos Santos 5,6
3 Anderson Almeida Barreto 8,6
4 André Ricardo de Souza Moço 7,9
5 Angélica Rosa Machado
2,9
6 Beatriz Nunes Santos 7,1
7 Bianca Monteiro Viana Silva 4,8
8 Bruno de Souza Mota 3,9
9 Camila Guimarães da Costa 5,0
10 Cláudio Luiz da Silva Hermes Junior 5,8
11 Daiana da Conceição Sampaio Tavares 5,3
12 Davison Pinto Barbosa
NC
13 Edson Carlos Azevedo Mayerhofer 7,4
14 Eliseu Fernandes de Vasconcelos
2,0
15 Elma Paes de Abreu Souza 6,5
16 Eva Cristina Ribeiro Gomes Rangel NC
17 Fabrício Pereira Rosa 5,4
18 Felipe da Silva Ribeiro 8,3
19 Gabriela Luiza da Silva Lobo NC
20 Georgina Batista Teixeira
3,6
21 Grasielle Valim Silva 5,5
22 Heverton Barreto da Silva NC
23 Ina Mara Alves Gomes 6,0
24 Isabel Cristina Rodrigues da Silva Monteiro 7,2
25 Jacqueline da Conceição Sampaio 5,8
26 Jodilson Ribeiro Lobo 7,3
27 Johnatan Salomão Carvalho dos Santos Mendes NC
28 José Geraldo Rodrigues de Abreu
2,0
29 Leandro Demétrio pontes Silva (R) NC
30 Lídia Cherene Viana Barros 9,0
31 Loren de Almeida Pereira Gomes NC
32 Luís Henrique da Silva Nogueira 8,6
33 Luiz Carlos Faria de Souza 8,4
34 Marcos Bruno de Oliveira NC
35 Maria de Fátima Rangel Rosa 6,3
36 Maristela Marins de Santana 5,9
37 Mirna Rosa Machado dos Santos
3,7
38 Patrícia Ribeiro Tinoco 6,1
39 Patrick dos Santos 7,0
40 Paulo Roberto Ferreira
2,4
41 Shirley Magno Cordeiro (R) NC
42 Taiane Neyde Daniem Macedo 8,0
43Vitor Lopes de Souza Castro (R) NC
44 Wallace Pinto dos Santos (Formando 2009/1) ---
45 Denise da Silva Leandro Barreto 7,5

Guia prático da nova ortografia

GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA
Saiba o que mudou na ortografia brasileira
Douglas Tufano

© 2008 Douglas Tufano
Professor e autor de livros didáticos de língua portuguesa
© 2008 Editora Melhoramentos Ltda.
Diagramação: WAP Studio ISBN: 978-85-06-05464-2
1.ª edição, agosto de 2008
Atendimento ao consumidor:
Caixa Postal 11541 – CEP 05049-970 São Paulo – SP – Brasil
Impresso no Brasil


Acordo Ortográfico

O objetivo deste guia é expor ao leitor, de maneira objetiva, as alterações introduzidas na ortográfico a da língua portuguesa pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente, por Timor Leste. No Brasil, o Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo no 54, de 18 de abril de 1995.
Esse Acordo é meramente ortográfico; portanto, restringe-se à língua escrita, não afetando nenhum aspecto da língua falada. Ele não elimina todas as diferenças ortográficas observadas nos países que têm a língua portuguesa como idioma oficial, mas é um passo em direção à pretendida unificação ortográfica desses países.
Como o documento oficial do Acordo não é claro em vários aspectos, elaboramos um roteiro com o que foi possível estabelecer objetivamente sobre as novas regras. Esperamos que este guia sirva de orientação básica para aqueles que desejam resolver rapidamente suas dúvidas sobre as mudanças introduzidas na ortografia brasileira, sem preocupação com
questões teóricas.

Mudanças no alfabeto
O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y.
O alfabeto completo passa a ser:
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V WX Y Z
As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações. Por exemplo:
a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt);
b) na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy,playground, windsurf, kung fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.
Trema
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui.
Como era Como fica:
agüentar aguentar
argüir arguir
bilíngüe bilíngue
cinqüenta cinquenta
delinqüente delinquente
eloqüente eloquente
ensangüentado ensanguentado
eqüestre equestre
freqüente frequente
lingüeta lingueta
lingüiça linguiça
qüinqüênio quinquênio
sagüi sagui
seqüência sequência
seqüestro sequestro
tranqüilo tranquilo
Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas.
Exemplos: Müller, mülleriano.

Mudanças nas regras de acentuação

1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).
Como era Como fica
alcalóide alcaloide
alcatéia alcateia
andróide androide
apóia (verbo apoiar) apoia
apóio (verbo apoiar) apoio
asteróide asteroide
bóia boia
celulóide celuloide
clarabóia claraboia
colméia colmeia
Coréia Coreia
debilóide debiloide
epopéia epopeia
estóico estoico
estréia estreia
estréio (verbo estrear) estreio
geléia geleia
heróico heroico
idéia ideia
jibóia jiboia
jóia joia
odisséia odisseia
paranóia paranoia
paranóico paranoico
platéia plateia
tramóia tramoia
Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus,ói, óis. Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.

2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.
Como era Como fica
baiúca baiuca
bocaiúva bocaiuva
cauíla cauila
feiúra feiura
Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição fi nal (ou seguidos de s), o acento permanece.
Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.

3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s).
Como era Como fica
abençôo abençoo
crêem (verbo crer) creem
dêem (verbo dar) deem
dôo (verbo doar) doo
enjôo enjoo
lêem (verbo ler) leem
magôo (verbo magoar) magoo
perdôo (verbo perdoar) perdoo
povôo (verbo povoar) povoo
vêem (verbo ver) veem
vôos voos
zôo zoo

4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/ pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.
Como era Como fica
Ele pára o carro. Ele para o carro.
Ele foi ao pólo Ele foi ao polo
Norte. Norte.
Ele gosta de jogar Ele gosta de jogar pólo. polo.
Esse gato tem Esse gato tem pêlos brancos. pelos brancos.
Comi uma pêra. Comi uma pera.
Atenção:
• Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3a pessoa do singular.
Pode é a forma do presente do indicativo, na 3a pessoa do singular.
Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.
• Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é prepo sição.
Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.
• Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Exemplos:
Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros.
Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba.
Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra.
Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes. Ele detém o poder. / Eles detêm o poder.
Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.
• É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?

5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir.

6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente
do subjuntivo e também do imperativo.
Veja:
a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas.
Exemplos:
verbo enxaguar: enxáguo, enxá- • guas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.
verbo delinquir: delínquo, delín- • ques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.
b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.
Exemplos (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras):
verbo enxaguar: enxag • uo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem.
verbo delinquir: delinq • uo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam.
Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos.

Uso do hífen
Algumas regras do uso do hífen foram alteradas pelo novo Acordo. Mas, como se trata ainda de matéria controvertida em muitos aspectos, para facilitar a compreensão dos leitores, apresentamos um resumo das regras que orientam o uso do hífen com os prefixos mais comuns, assim como as novas orientações estabelecidas pelo Acordo.
As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por prefixos ou por elementos que podem funcionar como prefixos, como: aero, agro, além, ante, anti, aquém, arqui, auto, circum, co, contra, eletro, entre, ex, extra, geo, hidro, hiper, infra, inter, intra, macro, micro, mini, multi, neo, pan, pluri, proto, pós, pré, pró, pseudo, retro, semi, sobre, sub, super, supra, tele, ultra, vice etc.

1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h. Exemplos:
anti-higiênico
anti-histórico
co-herdeiro
macro-história
mini-hotel
proto-história
sobre-humano
super-homem
ultra-humano
Exceção: subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h).

2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. Exemplos:
aeroespacial
agroindustrial
anteontem
antiaéreo
antieducativo
autoaprendizagem
autoescola
autoestrada
autoinstrução
coautor
coedição
extraescolar
infraestrutura
plurianual
semiaberto
semianalfabeto
semiesférico
semiopaco
Exceção: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigar, coobrigação, coordenar, cooperar, coperação, cooptar, coocupante etc.

3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s. Exemplos:
anteprojeto
antipedagógico
autopeça
autoproteção
coprodução
geopolítica
microcomputador
pseudoprofessor
semicírculo
semideus
seminovo
ultramoderno
Atenção: com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen. Exemplos: vice-rei, vice-almirante etc.

4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras. Exemplos:
antirrábico
antirracismo
antirreligioso
antirrugas
antissocial
biorritmo
contrarregra
contrassenso
cosseno
infrassom
microssistema
minissaia
multissecular
neorrealismo
neossimbolista
semirreta
ultrarresistente.
ultrassom

5. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal. Exemplos:
anti-ibérico
anti-imperialista
anti-infl acionário
anti-infl amatório
auto-observação
contra-almirante
contra-atacar
contra-ataque
micro-ondas
micro-ônibus
semi-internato
semi-interno

6. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante. Exemplos:
hiper-requintado
inter-racial
inter-regional
sub-bibliotecário
super-racista
super-reacionário
super-resistente
super-romântico
Atenção:
• Nos demais casos não se usa o hífen. Exemplos: hipermercado, intermunicipal, superinteressante, superproteção.
• Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r: sub-região, sub-raça etc.
• Com os prefixos circum e pan, usa se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.

7. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal. Exemplos:
hiperacidez
hiperativo
interescolar
interestadual
interestelar
interestudantil
superamigo
superaquecimento
supereconômico
superexigente
superinteressante
superotimismo

8. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen. Exemplos:
além-mar
além-túmulo
aquém-mar
ex-aluno
ex-diretor
ex-hospedeiro
ex-prefeito
ex-presidente
pós-graduação
pré-história
pré-vestibular
pró-europeu
recém-casado
recém-nascido
sem-terra

9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, guaçu e mirim. Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu.

10. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares. Exemplos: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.

11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição. Exemplos:
girassol
madressilva
mandachuva
paraquedas
paraquedista
pontapé

12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. Exemplos:
Na cidade, conta-se que ele foi viajar.
O diretor recebeu os ex-alunos.

Resumo
Emprego do hífen com prefixos Regra básica Sempre se usa o hífen diante de h: anti-higiênico, super-homem.

Outros casos

1. Prefixo terminado em vogal:
• Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo.
• Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, semicírculo.
• Sem hífen diante de r e s. Dobram-se essas letras: antirracismo, antissocial, ultrassom.
• Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-ondas.

2. Prefixo terminado em consoante:
• Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-bibliotecário.
• Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, supersônico.
• Sem hífen diante de vogal: interestadual, superinteressante.

Observações

1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r sub-região, sub-raça etc. Palavras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade.

2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.

3. O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.

4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-almirante etc.

5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista etc.

6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen: ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.


A Editora Melhoramentos, sempre preocupada em auxiliar os estudantes brasileiros no seu aprendizado e crescimento pessoal, lança o Guia Prático da Nova Ortografia, que mostra,de maneira clara e objetiva, as alterações introduzidas na ortografia do português pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990).
A implantação das regras desse Acordo, prevista para acontecer no Brasil a partir de janeiro de 2009, é um passo importante em direção à criação de uma ortografia unificada para o português, a ser usada por todos os países que tenham o português como língua oficial: Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor Leste.
Este guia não tem por objetivo elucidar pontos controversos e subjetivos do Acordo, mas acreditamos que será um valioso instrumento para o rápido entendimento das mudanças na ortografia da variante brasileira.
As dúvidas que porventura existirem após a leitura do Guia Prático da Nova Ortografia certamente serão resolvidas com a publicação de um Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), como está previsto no Acordo.

Editora Melhoramentos Agosto de 2008
Guia Reforma Ortografica CP.indd 32 uia 10/7/2008 14:27:46

Aquífero Guarani


Que o Brasil e o país com maior quantidade de água doce do mundo é fato mas você já ouviu falar do Aquífero Guarani?

Menos de 1% da água doce disponível no mundo provém de fontes renováveis. Uma parte considerável dessa porcentagem está sob os pés de brasileiros, argentinos, uruguaios e paraguaios. Na região que engloba o centro-sul do Brasil, o nordeste argentino, o Uruguai e o Paraguai localiza-se o Aqüífero Guarani, um gigantesco manancial de bilhões de litros de águas subterrâneas ainda pouco aproveitado. Ainda não se sabe com exatidão quanto desses recursos pode ser explorado e de que forma, mas já há polêmica em relação ao assunto. Ambientalistas preocupam-se com a sustentabilidade do aquífero e com a soberania em relação a ele, enquanto os recursos já estão sendo utilizados nos quatro países. De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Ambiental e Agropecuária (Embrapa), a água ali contida é de excelente qualidade e suficiente para abastecer a atual população brasileira por 2.500 anos. É a maior reserva de água doce subterrânea do mundo. Sua área se estende por 1,15 milhão de quilômetros quadrados, sendo a maior parte (71%) localizada sob território brasileiro. Em seguida vem a Argentina, com 19%. Paraguai tem 6% das águas do manancial e Uruguai, 4%. No Brasil, ele atinge os estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Goiás. “O Aqüífero tem uma grande quantidade de água, mas não é essa maravilha toda. Números não significam muito. Ele não é um mar subterrâneo. Apesar de conexo, possui diferentes profundidades. É preciso analisar a viabilidade de uso e a capacidade de proteção do solo”, diz. Entre os estudos a serem feitos estão o custo de bombeamento, o impacto dessa ação no subsolo e a possibilidade de poluir a área. “Ao contrário de um rio, no Aqüífero, se poluir uma vez, os detritos ficarão lá para sempre" Paulo Canedo coordenador do Laboratório de Recursos Hídricos da Coppe-UFRJ

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente paulista, há mil poços apenas no estado de São Paulo. Para o governo paulista, a água subterrânea tem importante papel no abastecimento público de muitas cidades do estado. Muitos municípios paulistas são total ou parcialmente abastecidos por esse recurso hídrico, sendo Ribeirão Preto a única cidade de porte médio a ter todo seu consumo suprido pelo Aquífero. Seu uso, no entanto, é questionado por Christian Caubet: “A cidade possui um consumo muito alto, que demanda muito do Aquífero. É preciso rever esse padrão.

A preocupação

A maioria dos poços que explora o Aquífero Guarani foi feita justamente onde ele é protegido apenas pela rocha porosa de arenito. Por isso, esses poços necessitam de proteção permanente na sua entrada, para evitar a contaminação por água com dejetos de animais ou com esgoto doméstico. Para evitar contaminação futura, os poços têm de ser lacrados quando o cano se estraga, o que ocorre ao redor de 30 anos de uso. Nas regiões agrícolas, há a preocupação com relação aos adubos químicos, herbicidas e pesticidas, que podem entrar pela rocha porosa e contaminar a água subterrânea. Em maio de 2003 em Montevideu, os presidentes dos quatro países onde se localiza o aquífero, assinaram um documento para monitorar e regulamentar a retirada da água. No Brasil, o órgão de acompanhamento do aquífero é a Agência Nacional de Águas.
Segundo estudos as águas do Aquifero poderão ser usadas ainda para:



  • Aquecimento - Em regiões onde o aqüífero é profundo, as fazendas poderão aproveitar a água naturalmente quente para combater geadas. Ou para reduzir o consumo de energia elétrica em chuveiros e aquecedores.

  • Irrigação - Usar água tão boa para regar plantas é um desperdício. Mas, segundo os geólogos, essa pode ser a única solução para lavoura em áreas em risco de desertificação, como o sul de Goiás e o oeste do Rio Grande do Sul.

Aquedutos para transportar líquido a grandes distâncias é caro e acarreta perdas imensas por vazamento. Mas, para a cidade de São Paulo, que despeja 90% de seus esgotos nos rios, sem tratamento nenhum, o Guarani poderá, um dia, ser a única fonte.



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